Caça e caçador


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Ela disfarça os cabelos no rosto
A meia luz de fundo
Um olhar desconfiado
Tigresa no meio do mato
Pronta para dar o bote
 
O caçador passa 
Ordena-lhe  que tire a roupa
Ela obedece
Mas apaga a luz
O efeito não seria o mesmo?
Quem manda em quem?
Ira do algoz contrariado
 
Ela encontra um caminho de fuga 
Já longe
Em outra tribo
Continua a aceitar ordens
Refaz-se em plena escuridão
Embaixo do tapete
 
Deixe estar 
Não se muda o mundo com os dentes
A sensibilidade de encontrar luz na escuridão
É só para os fortes

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