O dia 25 maio de 2014 mudou completamente a vida da copeira Maria Aparecida Vieira Ferreira, 60, e também da dona de casa Rariza Carla Ferreira Eugênio, 30. Foi nesse dia que elas, mãe e irmã, respectivamente, viram pela última vez Gilson Carlos Ferreira, então com 36 anos.
“Ele chegou em casa nesse dia, um domingo, conversou com a minha mãe e depois saiu. Foi a última vez que o vimos. Desde então soubemos apenas de suposições, nada de concreto. Não sabemos o que aconteceu, se ele foi embora, se morreu, nada. Neste ano completa seis anos e continuamos com a angústia de não saber o que aconteceu de fato”, conta Rariza.
Na época do desaparecimento, Gilson estava desempregado. Segundo a irmã, ele morava com a mãe e nunca tinha falado em ir embora de casa. “É muito triste ver minha mãe quando está chovendo e ela fala ‘será que ele tá passando frio ou fome?’. Ou mesmo quando ela cozinha um prato e lembra do que ele gostava. Saber que meu pai faleceu sem saber notícias do próprio filho é muito triste. Acho que quando você perde alguém para a morte dói, mas você sabe que é a lei de Deus, todos vão um dia. Mas você não ter notícias de alguém é um sofrimento sem fim, pois ao mesmo tempo que você tem esperança de que ele volte, você não tem certeza nenhuma.”
Desde que desapareceu, cinco anos e oito meses atrás, a família não teve mais nenhuma notícia do jovem. A Polícia investigou o caso, mas nunca conseguiu chegar até o paradeiro de Gilson.
Qualquer informação pode ser repassada à família pelo telefone (16) 99115-8107.
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