O antigo local que abrigava a 21ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Franca, na Vila Santos Dumont, segue, após cerca de cinco anos, abandonado. Com o descaso do poder público, que demoliu o espaço, as miniaturas que replicavam a cidade estão depredadas e pelo menos sete pessoas vivem no local.
Segundo Imalda Aparecida da Silva, de 50 anos, que é a única mulher que vive no espaço, a última vez que uma equipe da Prefeitura foi até a área foi há seis meses, para retirada dos portões. Ela conta, no entanto, que as idas eram frequentes e que, em outra oportunidade, eles limparam parte do espaço e levaram até os documentos dela para o aterro sanitário. “Fui até lá e fiz eles encontraram meus documentos.”
Imalda vive no local há cerca de um ano, após ter que sair de casa por estar desempregada e ser agredida pelo então marido. Ela, que tem três filhos, conta que os deixa na casa de sua irmã, para que não precisem viver na rua. Atualmente vive com um companheiro. “Morar na rua não é coisa de gente decente. Não toma banho direito. Não dorme direito.”
Apesar da situação, a mulher afirma receber ajuda dos vizinhos, tendo uma boa relação com eles. Além disso, todos os frequentadores do espaço, segundo ela, tem uma função. O companheiro, por exemplo, é um ensacador. “Pra ficar aqui, precisa trabalhar.”
PROBLEMA
A história de Imalda comove pela situação em que vive. Mas moradores da região também se queixam da condição que se transformou o ambiente. Parte da história, a cidade em miniatura, faz parte do imaginário francano. “Meu Deus, era um lugar tão legal para ensinar até as crianças sobre educação de trânsito. Agora está desse jeito. Absurdo”, diz uma seguidora do GCN.
Em uma discussão pelo Instagram, muitos internautas sugeriram que o espaço se transformasse em uma área de lazer voltado para crianças.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura, que é responsável pela área, até a publicação desta matéria, não respondeu aos questionamentos.
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