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Parada, obra para 600 túmulos no Santo Agostinho será demolida


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Obra paralisada no cemitério Santo Agostinho: administração deve demolir o que já foi feito para evitar problemas no  futuro
Obra paralisada no cemitério Santo Agostinho: administração deve demolir o que já foi feito para evitar problemas no futuro

Um projeto que serviria para suprir grande parte da demanda no Cemitério Municipal Santo Agostinho tem servido apenas como abrigo para mato e restos de construções.

Sem fundação, o espaço, que contaria com mais de 600 repartições que seriam ocupadas pelos túmulos, corre o risco de cair no futuro e, por isso, a obra foi paralisada pela Prefeitura que deve demolir tudo o que já foi feito.

Com a paralisação da obra, até árvores cresceram onde deveriam ser colocadas as sepulturas. Idealizado nos mesmos moldes dos túmulos do cemitério Jardim das Oliveiras, o espaço, que fica logo na entrada do local, deve ser demolido já que não tem condições de segurança para ser finalizado.

“Foi tentado fazer uma ampliação naquele local por administrações passadas. Fizemos um estudo com engenheiro e na verdade não existe um projeto naquele local e não foi feita uma fundação no espaço para receber a obra. Sem o projeto, fizemos alguns cálculos... Se colocarmos os caixões, com o peso deles e a terra, e depois a possibilidade de chuva é perigoso que tudo caísse. Então daquela forma não é possível continuar”, disse Adriano Tosta, secretário de Serviços e Meio Ambiente, em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Difusora AM.

Sem saber ao certo quando e nem em qual governo a obra teve início - já que não há projeto da mesma registrado na Prefeitura - a Secretaria de Serviços e Meio Ambiente abriu um processo para buscar os responsáveis pela construção e também para averiguar quanto já foi gasto e de quanto será o prejuízo com a demolição do que já está pronto.

“Na Secretaria não encontramos projeto, registros de quando foram iniciadas as obras e nem por quem. Sabemos que foi em gestões anteriores e as informações verbais que levantamos são imprecisas”, informou em nota a assessoria de Comunicação da Prefeitura.

“É triste ver está tudo parado, ainda mais quando os túmulos poderiam ser utilizados de uma forma tão boa. Acho a ideia de ter um espaço como no Jardim das Oliveiras muito legal, mas é preciso fazer com segurança pra que no futuro não vire um problema maior”, disse a dona de casa Lurdes Batista, 53, moradora do Jardim Portinari. Ela visita ao menos uma vez por mês o cemitério para cuidar e limpar o túmulo do seu pai. O abandono da obra é um incômodo.

Velório recebe melhorias

Enquanto segue o impasse da obra para os novos túmulos, outra obra segue a todo vapor no cemitério Santo Agostinho. Trata-se da reforma e ampliação do velório existente no local. Em parceria com funerárias da cidade, que forneceram os materiais, as salas do velório estão recebendo novo telhado e piso, além da inclusão de sanitários novos, um deles com acessibilidade. É feita também instalação de assentos e a construção de um espaço coberto. Todo o espaço também receberá pintura. 

Inicialmente o cemitério recebeu nova pintura nos muros laterais, além de algumas adequações nos jardins da entrada principal, na avenida Presidente Vargas. O trabalho de reforma e ampliação no velório é executado por equipes próprias da Secretaria de Serviços e Meio Ambiente. 

Na fachada, a Prefeitura pretende realizar uma obra de arte, com a instalação de um pergolado com bancos. Também está no planejamento a instalação de uma grade entre os velórios e o passeio, para aumentar a segurança das pessoas que passam a noite no local velando os corpos de familiares. 

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