Sem limite


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Vamos tratar aqui de um assunto que tem chamado a atenção, e de alguma forma incomodado a população, que são os moradores de rua, ou pelo menos boa parte deles. Precisamos, então, dividi-los entre os que apenas optaram por morar nas ruas e praças, sem ameaçar ninguém, e os que são agressivos, incluindo os que chegam de outras e distantes cidades, sem uma correta identificação de antecedentes, buscando juntar, entre doações, o suficiente para comprar drogas, lícitas ou ilícitas. Estes costumam ser perigosos, conforme o registro de inúmeras ocorrências policiais, detidos pela polícia militar, mas logo estão novamente nas ruas e praças, voltando a agir. Sabemos de casos em que ameaçam, principalmente mulheres e pessoas idosas, praticamente exigindo dinheiro. E seguem incomodando, ao fazer uso de locais públicos e movimentados, para satisfazer suas necessidades fisiológicas e até sexuais, com acompanhantes que eles trouxeram ou que conheceram aí pelas ruas. Isso forçou a administração da Catedral a instalar uma cerca para impedir esses atos e a sujeira ali deixada. Vale lembrar que eles têm à disposição o café da manhã e demais alimentos, ali no Centro Pop, e um ótimo almoço no Bom Prato, mas logo saem e vão para a rua pedir dinheiro para o vício. O pior é que a Polícia Militar tem ação limitada, pois a Defensoria Pública é contra as abordagens e até já conseguiu, há algum tempo, um habeas corpus coletivo e preventivo junto ao Tribunal de Justiça do Estado. Há poucos dias, um desses moradores de rua acabou agredindo um colega de imprensa, que registrava um material em praça pública. Se não houver ação conjunta das autoridades e a compreensão dos defensores, daqui a pouco ninguém vai ter praça ou espaço algum para ficar ou trabalhar tranquilo e à vontade. Essa situação já passou dos limites.
 

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