O presidente da Câmara Municipal de Franca, pastor Sérgio Palamoni (PSB), passou as últimas horas estudando uma alternativa de local para sediar as sessões ordinárias, em que acontecem discussões e votações de projetos, a partir de 4 de fevereiro, quando o ano legislativo efetivamente começa. Há também preocupação com a sessão extraordinária, convocada para o dia 28 de janeiro, e que terá que ser realizada num outro local. O plenário da Câmara foi interditado na tarde desta segunda-feira depois que o teto desabou em consequência das fortes chuvas que caíram na cidade no domingo, 12.
Por enquanto, o presidente ainda não tomou uma decisão final. As audiências públicas para discussão de dois dos projetos que serão votados no dia 28 e tinham previsão de serem realizadas no plenário da Câmara hoje foram transferidas para o auditório do Unifacef, na próxima terça-feira, dia 21. A própria Unifacef chegou a ser considerada para receber as sessões da Câmara durante a reforma do prédio, mas a indefinição sobre o tempo necessário e eventos já previstos para o auditório da faculdade acabaram inviabilizando a opção.
As primeiras alternativas com que trabalha o presidente Palamoni e sua equipe são o Teatro de Bolso, anexo ao Teatro Municipal, e o auditório da Secretaria de Educação. O primeiro agrada pela localização, próxima à Câmara Muncipal e de fácil acesso para a população. O problema é o tamanho do espaço, considerado pequeno para receber as sessões da Câmara. Na secretaria de Educação, mais amplo e confortável, o que dificulta é a localização. Mas tudo indica que, se não houver entraves por parte da prefeitura, deve ser o local escolhido para sediar as sessões durante a reforma.
Além do espaço, há preocupação também com o sistema informatizado de votação. Estudos iniciais indicam que não haveria como transferir os servidores e painéis que fazem parte do sistema para um local improvisado. Assim, as votações teriam que ser realizadas de forma manual.
O incidente
Uma placa de gesso de aproximadamente cinco metros caiu sobre a mesa principal do plenário atingindo também parte da bancada dos vereadores. A parte administrativa do prédio, que fica na área baixa do imóvel, também ficou toda alagada. “Ainda não foram calculados os prejuízos. Depois do projeto executado, temos que atender o tramite legal de licitações e uma reforma não será rápida. O que vamos fazer imediatamente é tentar solucionar o que aconteceu dentro do plenário”, disse Sérgio Palamoni, presidente da Câmara de Franca.
O prédio sofre com rachaduras, alagamentos e infiltrações desde sua inauguração há 11 anos. Laudo técnico expedido ano passado solicitou a interdição de duas salas, que ficam na parte inferior da Casa de Leis. “O prédio existe há 11 anos e já precisa de uma reforma urgente. Já temos um laudo técnico apresentando os problemas no imóvel e temos que dar andamento também no projeto de reforma”, destacou Palamoni. Além da parte que desabou o restante do teto está encharcado, com goteiras e com risco iminente de queda.
O ex-presidente da Câmara Municipal, Donizete da Farmácia (PSDB) chegou a dizer em 2019 que parte da reforma poderia ficar em torno de R$ 250 mil, valor contestado pelo atual presidente. “Foi feito apenas os orçamentos. Só depois do projeto concluído será possível saber o quanto vai ser gasto em toda a reforma”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.