Apesar do alto número de acidentes registrados diariamente nas ruas de Franca, 2019 interrompeu a escalada da quantidade de mortes no trânsito da cidade. Após três anos registrando um aumento no número de vítimas fatais, ano passado a Polícia Militar registrou 12 mortes a menos em acidentes em comparação com 2018. No entanto, de janeiro a dezembro do ano passado, 43 perderam a vida no trânsito francano. O levantamento da Polícia Militar também revelou que, mais uma vez, os motociclistas são os que mais morrem.
Para o tenente Régis Antonio Mendes, responsável pelo Pelotão do Trânsito, apesar do alto número de acidentes registrados no ano, a redução de mortes é significativa. “O número bruto ainda é alto, mas a redução é significativa. Conseguimos atingir uma maior quantidade de pessoas com as campanhas de conscientização, além de ter aumentado e focado a fiscalização especialmente em situações com infrações que acabam gerando em mortes ou lesões mais graves como embriagues ao volante, falta de uso de cinto de segurança e o excesso de velocidade. Acredito que, com isso, os números, após três anos consecutivos de aumento, diminuíram.”
Das 43 mortes no trânsito, a maioria foi com motociclistas, atingindo um total de 18 casos. Na sequência, as vítimas foram os pedestres. Para Régis, a vulnerabilidade da motocicleta e a forma com que o condutor dirige são os principais fatores para que esse número seja alto. “A moto é um meio de locomoção muito vulnerável, uma simples queda pode ocasionar em lesões graves. Então os motociclistas têm que andar com precaução e segurança, mas nem todo acidente é o motociclista que a causou. Muitas vezes o condutor do outro veículo que provocou o acidente”.
Principais locais com acidentes
Em Franca, os locais com mais acidentes fatais foram as avenidas e as rodovias que cortam a cidade. Somente na Avenida Major Nicácio, 52 acidentes foram registrados, dois com vítimas fatais.
Com 47 acidentes registrados, a Avenida Hélio Palermo também foi palco de um alto número de acidentes. Segundo a Polícia Militar, as principais vítimas foram motociclistas e pedestres.
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