Vocês já ouviram a história do homem velho que caminhava pela praia e quando encontrava uma estrela do mar na areia, ele a lançava de volta na água? Elas morrem na areia quando não conseguem retornar.
Se não ouviram, vou contar e para quem já sabe, reconto e aumento uns pontos.
Ele fazia isso toda manhã até que um dia um jovem que passava, com toda sua “pré-potência”, lhe disse:
- Porque o senhor faz isso? Não sabe que na praia existem centenas de estrelas do mar, o senhor nunca poderia salvar todas! Isso é uma idiotice!
Deve ser bem desanimador ouvir isso àquela hora da manhã. Tem pessoas que carregam em cima de si uma nuvem chuvosa, e são suas próprias tempestades.
Porém o velho já havia sido assim um dia, e teve compaixão daquele rapaz, que interpelava seus sentidos, quando não havia encontrado o seu próprio.
Ele voltou-se pacientemente e disse:
- Eu posso não salvar todas as estrelas do mar que existem no mundo, mas para essa aqui – e abaixou-se pegando uma delas e atirando no mar – eu vou fazer a diferença.
Seguiram seu caminho, cada qual com o sentimento que lhe movia.
O velho pensou em quantas estrelas já havia salvado durante tantos anos de caminhada à beira da praia, sentiu o coração encher no peito e pensou como é bom serenar, largar as armas e lutar de formas mais pacíficas, inteligentes. Descobriu sua força na persistência, e sobretudo na paciência consigo, e com suas próprias tempestades.
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