Nascido em Ribeirão Preto, descendente de italianos, amante de vinhos, empresário, apresentador, advogado e agora Deputado Federal da Itália, eleito com mais de 11 mil votos. Esse é o extenso currículo do ítalo-brasileiro Luis Roberto de San Martino Lorenzato da Ivrea, de 48 anos, que divide sua vida entre o parlamento em Roma e sua vinícola em Ituverava, interior paulista.
Casado com Michelle Lorenzato da Ivrea e pai de três filhas, Beto, como gosta de ser chamado, vem dos Ivrea, dinastia de nobres italianos que veio para o Brasil no final século XIX, para trabalhar nas fazendas de café em Dumont, região de Ribeirão Preto. Na cidade - e depois em toda a região -, construíram suas riquezas e foram pioneiros na plantação de algodão, antes da propagação da cana de açúcar.
Beto morou até os 14 anos na cidade de Orlândia, alternando entre ela e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, devido a uma poliomielite descoberta com um ano e meio de idade.
Graduado em ciências jurídicas e sociais pela Universidade de Ribeirão Preto, ele diz ser amante das corridas e, em 2010, teve a idéia de trazer a Fórmula Indy para o Brasil. Foi com essa empreitada que, em 2013, decidiu entrar para a política. Na época, a corrida teve que ser retirada do estado de São Paulo, devido a um atrito com o então prefeito Fernando Haddad (PT).
Após esse imbróglio vivido com o então prefeito de São Paulo, Beto decidiu mudar do país. Masn a pedido de sua mãe, antes de sair do país, ele passou um ano sabático em Ituverava, onde tem uma lindíssima e aconchegante vinícola, a Marchese Di Ivrea. A propriedade foi adquirida em 2004, onde ele pensava em construir um haras, mas, dois anos depois, percebeu que as condições climáticas do local eram propícias para a plantação de uvas finas, para a produção de vinhos.
Depois desse ano sabático, Beto decidiu se candidatar para deputado federal na Itália, com a intenção de defender os direitos dos descendentes de italianos que vivem fora do país. A empreitada já rendeu frutos. Segundo o deputado, ele foi um dos principais personagens da novela que resultou na prisão perpetua do italiano Cesare Battisti, em janeiro de 2019.
Como sua família veio para o Brasil?
Meu trisavô Antonio Di San Martino Lorenzato foi o pioneiro na cidade de Ribeirão Preto. Ele trouxe as primeiras 80 famílias para trabalhar com café na antiga fazenda Dumont, que pertencia a Ribeirão na época. Meu trisavô era um fazendeiro na Itália e o Brasil Imperial tinha interesse na mão de obra especializada. Os Biaggi, Balbo, Donardeli, Marchesi, Siqueeli, todas essas famílias tradicionais de Ribeirão e Sertãozinho, na verdade são de Dumont, ele que trouxe todos. É mentira que eles vieram substituir os escravos. Os escravos foram soltos e permaneceram nas fazendas. O que houve foi uma agregação de mão de obra e de valores culturais. Meu trisavô conheceu o Martinico Prado, em Milão, e ele ofereceu famílias que eram boas em agriculturas, então os Biaggi, Donardeli, os Ometo, já eram agricultores no norte da Itália, no vale do vento, na margem do pó. Eles vieram para continuar o agronegócio e olha o que virou a agricultura brasileira.
Como a sua família cresceu no Brasil?
Minha família começou a trabalhar nas plantações e comercialização de café, mas logo em seguida partiu para indústria. Foi a primeira indústria de Sertãozinho, em 1901, com uma fábrica de massas que chamava “Fábrica de massas Lorenzatto” e depois virou Guidoni. Foi o primeiro emprego do João Marchesi, que foi um grande empresário de Ribeirão. Quando a quebra da bolsa em Nova Iorque, em 1929, acontece, meu bisavô introduziu algodão na região de Ribeirão Preto. Nós fomos a maior empresa de algodão do país, com cinco usinas. Nossa plantação de algodão era gigante, na região de Ribeirão Preto, Votuporanga e vinha até Jeriquara. Pouca gente fala disso. Só se fala do Proálcool (Programa Nacional do Álcool criado em 14 de novembro de 1975). Mas antes tinha a indústria do algodão, que era gigante. A memória do brasileiro é muito curta, o que plantava na nossa região em 1925 até 1975? Era banana? Não! Era algodão!
Como que foi para sua família vir para o Brasil?
A minha família sofreu muito com o Brasil. Passou por altos e baixos. É um país maravilhoso? É. Mas ele não dá nada de graça, nenhum lugar dá. Sofremos com uma sucessão drástica. A praga do bicudo destruiu nossas lavouras. Não pedimos concordata, tivemos nossos clientes concordatários. Nós vendemos 25 fazendas e pagamos o Banco do Brasil. Ninguém fez isso. Só que aí ninguém lembra, ninguém fala.
Quando você nasceu, em qual cidade seus pais moravam?
Quando eu nasci eles ainda eram agricultores, a família basicamente trabalhava como agricultores e na agroindústria. Eu morava em Ribeirão Preto, junto com meu irmão, onde temos propriedades, além de Orlândia e Ituverava. Minha infância até os 14 anos foi em Orlândia, mas devido à poliomielite eu visitava Ribeirão Preto todos os dias para fazer tratamento. Via a Anhanguera todos os dias, lembro dela todinha.
Quando surgiu o seu interesse nos negócios da família?
Devido a pólio, minha infância sempre foi com os adultos. Isso me despertou para o mundo dos negócios. Com doze anos eu ficava “enchendo o saco” do Maurilio Biaggi, na usina dele, para tentar fazer negócio. Eu era pequenininho, imagina? Meu pai ia lá para reuniões importantes, eu sentava com ele e ficava discutindo negócios com o Maurilio.
E o seu primeiro movimento nos negócios?
Eu sou um observador. Na época de 1989 existia uma crise no Brasil e eu sabia que uma usina da região passava por dificuldades e precisava de dinheiro. Eu conhecia um banqueiro em São Paulo e sabia que ele tinha o valor disponível. Então calculei o balanço dele e vi que dava para ele captar o valor que ele precisava. Cheguei para esse empresário e perguntei se ele precisava de 20 milhões de dólares. Ele disse, “você está brincando?”. Marquei a reunião com ele no banco e ele deveria estar lá de manhã. E deu certo. Lembro-me que ele falava que se fosse mentira minha, mandaria minha mãe me dar uma surra, pois, pensa que bizarro, um jovem de 17 anos chega em um empresário e fala: ‘você quer que eu te arrume 20 milhões de dólares’?
Como ficou o negócio após esse empréstimo?
Deu tudo certo. Eles me pagaram a comissão. Depois ele quis que eu trabalhasse, mas disse que não queria trabalhar com ele. Fui para outras empresas.
Então você começou intermediando empréstimos entre empresas e banco? Isso. Foi assim que comecei. E é verdade, foi um grande negócio na época. Numa empresa gigante. Pensa 22 milhões é muito dinheiro até hoje!
Seu primeiro negócio internacional foi a Fórmula Indy?
Como foi isso? Eu queria trazer para Ribeirão. Queria mostrar que no Brasil era possível fazer um circuito de rua. Ribeirão Preto é a Monte Carlo brasileira. Como os carros corriam com etanol de milho, eu pensei ‘aqui tem um mar de cana, vamos colocar etanol brasileirona corrida’. Nessa época, o Lula estava com problema na ONU, sendo atacado porque o Brasil não produzia em detrimento da cana-de-açúcar para fazer álcool e combustível. E não é verdade. Então a ONU o atacou.
Falei com o Presidente Lula: ‘Já que os Estados Unidos produzem óleo de milho e isso sim é alimento, vamos fazer uma commodity internacional? Vamos fazer etanol de milho com o de cana junto? Vamos colocar o etanol do Brasil, na categoria mais emblemática do automobilismo mundial que é a Indy?’ São mais de 500 mil pessoas vendo uma corrida nos Estados Unidos, nem Monte Carlo, que é a mais importante da Fórmula-1, tem isso.
Colocamos o etanol produzido no Brasil em todos os carros que correm na Indy. Produto brasileiro em todas as corridas do circuito americano. Olha que loucura isso!
Como que foi essa movimentação de colocar o etanol brasileiro na formula Indy?
Eu falei com o atual vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, na época governador de Indiana, para fazermos um trabalho de conscientização, já que passávamos por esses problemas com a ONU. Essa junção que era boa para todo mundo e colocamos o etanol do Brasil, na Indy. Teve uma visibilidade enorme e decaiu essa tese que a cana tira o espaço do alimento, pelo contrário.
A Darci Vera (ex-prefeita de Ribeirão Preto) foi sua parceira nesta empreitada?
Ela afirma que tentou levar a Indy para Ribeirão Preto. Eu a chamei de mentirosa publicamente. Ela queria trazer o evento, mas não tinha como articular isso. Ela era recém eleita e foi com a gente para Los Angeles, mas não deu certo, graças a Deus não deu certo. Mas com o vácuo da Indy ela trouxe a Stock Car e deu esses problemas todos de corrupção, de erros , que todos sabem.
Você se sente envolvido nesta intermediação de levar a cana-de-açúcar para os EUA?
Eu tive a idéia. Então me sinto totalmente envolvido e responsável.
E como entra seu envolvimento na política?
Eu não sou político, sou empresário. Eu estou político, por enquanto. Eu entrei na política depois de ver tudo o que foi feito com o Brasil. Eu nunca votei no Lula, achava ele uma pessoa simpática, mas era óbvio que aquele bem estar que se tinha era uma montagem. A bomba foi explodir em seu segundo mandado, com o “Petrolão”, que ninguém fala mais. E depois com o governo da Dilma, aquela insana. Mas o ponto chave para eu virar político foi quando o Haddad, até então prefeito de São Paulo, tirou a Fórmula Indy de São Paulo, porque estava incomodando a Fórmula -1. Isso é gravíssimo, o prefeito me chamou para uma reunião para discutirmos o que eu achava. Em minha opinião era ótimo você ter as duas maiores competições automobilísticas do mundo em sua cidade. Era um espetáculo. Ele preferiu ficar somente com a outra competição e nós fomos ejetados.
Foi uma grande decepção, porque faltou critério, foi ideológico. Então decidi ir para a Itália, por um desgosto. Minha mãe falou, “por que você não passa um ano sabático aqui na vinícola em Ituverava?”, então fiquei um ano em Ituverava.
Mas como decidiu participar do processo de eleição na Itália?
Eu estava em Ituverava, vendo a mudança de eixo que o Brasil passava, vendo a Itália totalmente destruída politicamente. Eu via o Matteo Salvini, que é o nosso líder da Liga Norte (Partido Italiano de extrema direita), nas estações de trem com os imigrantes clandestinos, que entram no país em botes ‘zeros’, coletes ‘zero’, sem documentos, mas com o celular em um plástico blindado. Eles não têm documentos, mas têm celular.
Eles não são refugiados de guerra. São pessoas privilegiadas, que pagam uma propina de cinco mil dólares para coiotes, para atravessarem eles da África para Itália. Eles não são refugiados. Que africano que tem condições de pagar essa quantia em dinheiro? Quem sai da África é elite.
Mas você não acha que é um risco muito grande uma pessoa atravessar o mar ilegalmente?
Mas na África quem tem esse dinheiro é elite. Eles vêem combinados tudo com a esquerda.
Você não acha complicado chamar refugiado de privilegiado?
Mas eles não são refugiados, os sírios que chegam lá logo procuram um emprego, correm para trabalhar, para as universidades. Esses ai chegam lá e não fazem nada.
Mas de onde é o problema?
Infelizmente do norte da África. Os próprios africanos falam, “esses que estão vindo aqui são pessoas ricas lá. Porque meus parentes pobres não têm condições de virem pra cá, nem para fazer a travessia a pé, que é mais arriscado e barato”.
Mas como vocês vão identificar quem é quem?
Vamos ter que analisar quem realmente é refugiado de guerra. Isso é humano, temos que acolher quem é refugiado, crianças. Agora, só chega cara forte, bonitão, 18 anos... Não dá. Eles estão desmontando a África. Porque esse pessoal podia fazer seu país melhor. A Itália gasta cerca de cinco bilhões de Euros por ano para pagar hospedagem e comida para essa turma. Essa questão da imigração é complicada. Você acha que algum país vai achar ruim de receber aqueles paquistaneses bons em matemática? Não vai, todo mundo quer. Mas ninguém quer problema. A criminalidade aumentou os estupros, mas ninguém divulga. Alguém está ganhando com isso e não sabemos ainda quem são.
Voltando a sua história, quando você decidiu ser candidato?
O Salvini me convidou, se eu queria me candidatar aqui no Brasil. Porque até hoje todos os outros candidatos que teve eram da esquerda, todos. Então aí eu quis mostrar para o Salvini, já que esquerda fala que esses imigrantes são os que pagarão a previdência social que salvará a Itália. Esse pessoal não irá fazer isso. Quem pode fazer isso somos nós do exterior, porque existe outra Itália fora da Itália. Então eu aceitei o convite e decidi sair para a política, para tentar salvar a nossa história, porque a esquerda quer, a toda hora, limitar o nosso direito de cidadania em segundo grau. Eles querem que só o neto seja italiano.
Só que no Brasil a maioria é bisneto, porque a imigração é muito antiga, de 1888, o que é diferente na Argentina. Lá todos os avôs estão vivos, porque a imigração é dos anos de 1940, 1950. Aqui as famílias vieram no século XIX. Então isso é um plano contra o Brasil. Aqui tem muitos italianos e tem gente que pensa ‘e se eles invadirem a Itália?’ Eles têm medo das pessoas voltarem para lá. Mas não é assim, olha a crise que a Venezuela está passando. Lá tem mais de meio milhão de descendentes de italianos. Agora eu te pergunto ‘quantas pessoas voltaram?’ Ninguém. É uma ignorância achar que se dar a cidadania para o brasileiro nós vamos invadir a Itália. Antes fosse, porque eles não querem mão de obra? É cheio de gente boa aqui. Eles precisam de gente lá. Em dois anos foram 58 mil pessoas da Itália para a América do Sul. Eles não querem ficar lá, estão indo para Inglaterra, para outros países.
Por que o senhor acha que isso está acontecendo?
Eles não têm expectativa de futuro. É um país que ficou velho. Eles preferem ter Rolex a ter filho. Se não nascem filhos você não vende papinha de bebê, não vende carrinho, cadeirinha para por no carro, então você destrói toda uma cadeia industrial.
O senhor acha que compensa, hoje, o descendente italiano que mora no Brasil voltar para a Itália? Para trabalhar ou viver lá?
Depende. O Brasil tem mais oportunidades econômicas. Se ele quer voltar lá para estudar, tiver uma vida mais tranquila ou mais segura - do ponto de vista de segurança publica, não tem nem comparação. A previdência social é uma das melhores do mundo, é um dos países mais seguros do mundo, então compensa. E a Itália não sabe disso, que tem muita gente que pode ser enfermeiro, médico, jornalista no Brasil, que pode muito bem ir para lá. O Brasil tem de tudo. Eu falo sempre o Brasil tem o de pior e o de melhor do mundo.
Qual é o seu trabalho sobre isso?
Eu tento conscientizá-los para que eles possam ver o tanto que eles são cegos, para tentar baixar a bola deles. Por exemplo, o Brasil tem seis empresas “start ups” que valem mais de 1 bilhão de dólares. A Itália não tem nenhuma. A USP (Universidade de São Paulo) é melhor pontuada que qualquer universidade da Itália. Então nossa oposição não é pedir esmola para a Itália. Pelo contrário, é de colaborar. Tem empresas italianas aqui que ganham dinheiro, deveriam ganhar mais, geram impostos, empregos, aumentam o PIB da Itália e do Brasil, mas ninguém está aqui porque é bonzinho, está aqui porque ganha muito. Então esperamos que continue todo mundo ganhando.
O senhor acha que esse trabalho de acordar os italianos está sendo bem sucedido?
Eu dou bastante pancada neles. Essa semana eu peguei todos os líderes do meu partido e mostrei que todos os medalhões têm no mínimo 300 famílias aqui no Brasil. Todos os sobrenomes deles estão aqui. Peguei da oposição e a mesma coisa aconteceu. Eles não sabem da importância que nós temos.
E como é sua rotina hoje?
Minha rotina é muito puxada, porque estou na comissão de relação dos exteriores. Eu moro em Roma. Lá é muito desorganizado, todo deputado vai embora nas quintas-feiras e eu fico lá. Não tenho horário para almoço, jantar... eu vivo de cappuccino.
Qual a sua maior façanha nesse mandado?
Fui eu que botei fogo na barraca do Cesare Battisti. Eu conversei com o Temer e falei “Como é que o Lula se sujeita a condenação, vai pra cadeia e vocês não deixam o Battisti cumprir pena na Itália?” ele não falou nada.
Antes de o Bolsonaro ser eleito, nós levamos uma carta do Salvini, que pedia a extradição do Cesare Battisti. Naquele dia botamos fogo na cabana dele. A gente já sabia que ele ia acabar fugindo para o Uruguai ou para a Bolívia. Ele tinha financiamento da Itália aqui no Brasil, o mantinham aqui. Foi um pedido do governo da Itália na época. Quando ele fugiu para a Bolívia, o Bolsonaro me ligou para eu achar o Salvini. Fizemos uma operação de Guerra para prendê-lo. Chegando à Itália ele confessou o crime e a suprema corte confirmou a prisão perpétua dele. Esse caso atrapalhava muito as relações de Brasil e Itália. Eu pergunto para você, “por que o embaixador da Itália, até então, não resolveu a parada? Por que os meus colegas não ficaram em cima para resolver? Então eu afirmo com todas as letras: a prisão dele foi mérito meu, do Bolsonaro e do Salvini.
Por que plantar uvas em Ituverava?
Conheci o Jorge Maeda, que foi o “Rei do Algodão”, que me ofereceu esse sítio. Disse que tinha uma casa que necessitava de uma reforma. Montei um haras aqui e nunca pensei que plantaria uva aqui. Tinha uma vontade de plantar uva em Dumont. É uma colina também, o clima é bom, tem italiano, dava vontade. Mas o destino me trouxe para cá. Em uma noite fria, de festa de Santo Antônio, eu percebi a amplitude térmica que tem aqui de 4ºC para 27Cº e pensei aqui para plantar Uva tinta é o melhor local.
Você conhece Franca? Já pensou em fazer negócios na cidade?
Conheço muito Franca, adoro a cidade. O clima é maravilho, mas eu acho que faltam monumentos históricos na cidade. Não tenho negócios na cidade, mas tenho amigos. É uma pena. Uu queria ver o túmulo do Barão da Franca, mas não tem. Falta isso na cidade. Além das autoridades promoverem mais a cidade.
Eu já falei com o bispo da cidade, “nós temos que fazer o seguinte, corrigir a história de Franca”. Antes, a história da Anhanguera passava por Franca, Batatais, Casa Branca, Carmo da Franca (que é Ituverava), Uberlândia, Goiás Velho, o caminho do ouro. A família Junqueira tirou Batatais do eixo da rodovia e matou Franca.
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