FIM DE ANO

Academia de Artes faz almoço de Natal e presenteia crianças


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Cerca de 100 crianças participaram do almoço de Natal na Academia de Artes. Acima, à esq, a editora do Comércio Sonia Machiavelli e a empresária Flávia Lancha sorteiam presentes
Cerca de 100 crianças participaram do almoço de Natal na Academia de Artes. Acima, à esq, a editora do Comércio Sonia Machiavelli e a empresária Flávia Lancha sorteiam presentes

A ONG Academia de Artes, que atende centenas de crianças no Recanto Elimar, realizou nesta quinta-feira, 19, um almoço comemorativo. Marcando o Natal, o evento contou com apresentações dos trabalhos realizados durante o ano, um almoço com direito a peru de Natal, sorteio de presentes para as mais de 100 crianças que estavam no local. A Academia de Artes é mantida pelo Portal GCN. net, Comércio, Difusora, com a ajuda de seus colaboradores, voluntários e parceiros.

Logo de início, as apresentações começaram para alegrar as crianças. Uma delas foi de violão e canto, feita por Talita Machiavelli, professora de música, voluntária na Academia. “Isso aqui é algo que não tem preço. Nós vemos que são crianças carentes, que realmente precisam de ajuda. Mas precisam também de um evento igual esse, onde podem estar comendo coisas diferentes. Então é muito gratificante poder colaborar.” Além dela, seis garotas da oficina de Taekwondo, instruídas pelo professor Valmir Malta, fizeram uma espécie de dança misturada com golpes da arte. O professor, que já está há dez anos na instituição, fica cada vez mais contente com o envolvimento gerado com as crianças. “Ver as crianças gostando e crescendo. Alunos que vemos que tomaram uma vida digna. Muitas vezes não formamos campeões, mas sim ciAcademia de Artes faz almoço de Natal e presenteia crianças

O adolescente Rafael Camargo, de 16 anos, que está há apenas dois meses na oficina de viola, também se apresentou, mesmo com pouco tempo aprendendo. “Tocar viola é uma transmissão de sentimentos. É o seu momento. Só quem toca entende. Desde que entrei passei a me empenhar mais. Eu já tocava violão. Agora só procuro evoluir mais e mais no mundo da música. Após as apresentações, as crianças puderam aproveitar o farto almoço preparado e servido pelo Empório Buffet. Durante esse momento, a Academia contou com ajuda das próprias mães de algumas das crianças, que auxiliaram os voluntários do local a servir. Renata Aguiar, mãe de uma aluna de Judô e Taekwondo, comemora a ajuda que as oficinas e a instituição oferecem aos filhos. “É importante ter esse apoio, porque eles não ficam na rua. Minha filha, por exemplo, faz Judô e Taekwondo, e ela melhorou muito na escola.

No início do ano, ela estava bem fraquinha e foi se desenvolvendo.” Por fim, a hora da entrega dos presentes chegou para alegrar as crianças. Com a presença do Papai Noel, os principais brinquedos foram sorteados. O primeiro foi um autorama. Após isso, um videogame, uma boneca e duas bicicletas alegraram Rafael Camargo, Ana Júlia, Vitor e Emily, respectivamente. Mas, para que todos fossem presenteados, os demais receberam outros brinquedos, entregues pelas mãos do bom velhinho. O almoço ainda contou com a presença dos vereadores Corrêa Neves Júnior e Pastor Palamoni, e da empresária Flávia Lancha.

O projeto Segundo Ilda Xavier, responsável pela ONG, a Academia de Artes teve seu início no ano de 1997, quando Luís Cruz colocou o primeiro tijolo no local. Após alguns anos, já em 2006, o espaço passou a ser dirigido pela jornalista Sonia Machiavelli. Desde então diversas crianças foram atendidas, tendo um número estimado de 10 mil. Atualmente, 250 crianças usufruem do espaço e das 28 oficinas oferecidas. Tendo desde esporte e dança, até línguas, música e pintura. Com todas essas aulas oferecidas, Ilda destaca um diferencial que a ONG tem.

“O nosso projeto tenta mostrar um diferencial. Para que as pessoas sejam mais cidadãs, se relacionem melhor. Nós trabalhamos muito a disciplina do aluno. Enfim, é um projeto que trabalha tudo. Corpo, alma e coração.” Ilda ainda destaca as transformações feitas pelo projeto, apesar de o tempo exigido para ver o resultado. “Ao longo destes anos tenho visto diversas transformações. Então é um projeto encantador. Para mim, na visão de educadora, e como sei que é só a educação que faz a transformação do ser humano, não dá pra ter ideia da quantidade de transformações que fizemos aqui. Costumo falar também que o resultado do educador é sempre ingrato, já que só aparece depois de dez anos.

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