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Comerciantes da 'Praça do Itaú' buscam reestruturação


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Praça Dom Pedro II necessita de reformas: projeto está nas mãos da equipe do prefeito
Praça Dom Pedro II necessita de reformas: projeto está nas mãos da equipe do prefeito

Com mais de 30 anos desde seu projeto original e, aproximadamente, 80 barracas, as já famosas barraquinhas da praça Dom Pedro II, a Praça do Itaú, se tornaram um ponto referencial da cidade. Comercializando desde produtos eletrônicos até salgados, o espaço gera muito movimento e, também, acaba recebendo reclamações. Por isso, os comerciantes lutam para melhorar o local e conseguir uma grande reestruturação, o que nunca foi feito.

Apenas pequenas reformas ocorreram nestes anos de existência. Para quem está há muito tempo instalado no local, é fácil perceber isso. Esse é o caso de Wilson Graneiro, de 62 anos, que está há 30 anos como comerciante. Para ele, apesar de pequenas mudanças, ainda existe a necessidade de evoluir. “Já é discutido que vão mudar as barracas. Houve até votação de qual tipo de barraca seria o mais adequado, porque a antiga já esta fraca e defasada, além de não aguentar o tempo forte que nós suportamos. Essa nova (tipo)será fechada, oferecerá segurança e conforto aos clientes. Enfim, melhora o mercado nesse sentido.”

Além do estado das barraquinhas, os comerciantes também reclamam da escuridão do local e do preconceito existente. Para Davi Negreli, de 23 anos, e que convive no ambiente desde criança, falta iluminação. “De noite fica muito escura. Como aqui é tudo aberto, o acumulo de moradores de rua é muito grande. As vezes o pessoal fica com receio, mas nós tentamos derrubar isso.” Davi também afirma que a praça é um ponto turístico da cidade. “Não atendemos só gente daqui de Franca, mas também da região. E sempre estamos buscando melhorias, seja individual ou coletiva. Já que é importante que não nos olhem como ambulantes.”

Avanços

Um importante avanço para esses comerciantes ocorreu no dia 23 de novembro de 1998, quando a Lei de Mercado Popular Urbano foi regulamentada. Nela, os vendedores do local foram reconhecidos e licenciados, como é citado no parágrafo primeiro. “O Mercado Popular Urbano terá como locais de seu funcionamento as Praças Nove de Julho, Dom Pedro II e Sabino Loureiro, sem prejuízo de outros que venham a ser definidos.”

No entanto, novas melhorias são solicitadas e, por isso, um estudo em conjunto com a Vigilância Sanitária foi solicitado. Foi então que um dos fiscais, André Szabo, enviou um projeto para a Prefeitura. “Recentemente, fiz um novo projeto, em conjunto com os representantes eleitos pelos mercadores. O mesmo está em fase de finalização em mãos da equipe do Prefeito. Nele as barracas serão reformuladas e o espaço readequado. Aparentemente, existe a intenção do Prefeito de revitalizar a praça, dando uma repaginada e garantindo acessibilidade da população.”

Com essa provável reforma, os comerciantes comemoram o fato de que poderão deixar seus produtos nas próprias barracas. O vendedor Edivaldo Fernandes, o “Jacó”, afirma que “com as barracas de chapa, não teremos que retirar todos os dias. Só vamos fechar e abrir no dia seguinte.” No entanto, para ele não existe a necessidade de deixar o local para reforma. “Não é necessário sairmos para reforma. Só tem mesmo que remover essas barracas e colocar as fechadas no local.” 

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