ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Governo Gilson guarda pequeno 'exército' de candidatos para 2020


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Marlon Centeno, presidente da FEAC: 4ª vez na disputa
Marlon Centeno, presidente da FEAC: 4ª vez na disputa

As eleições do próximo ano devem provocar uma movimentação expressiva dentro do governo Gilson de Souza (DEM). Em 2016, segundo dados do TSE, 13 servidores públicos municipais disputaram as eleições em Franca. Mas, para 2019, a expectativa é que um pequeno exército de servidores se afastem de suas funções para disputar uma cadeira na Câmara Municipal - ou até o posto de prefeito. Um levantamento informal chega a 26 nomes de virtuais candidatos dentro da administração.

O fenômeno é provocado, em essência, porque muitos comissionados, escolhidos pelo prefeito Gilson de Souza (DEM) para ajudá-lo na administração municipal, já foram candidatos ou têm trabalhos focados nos bairros da cidade (ou na região) e, por isso, são cotados como candidatos para o ano que vem.

Ainda não há números oficiais de quantos nomes deixarão o governo, até mesmo porque, segundo a lei eleitoral, o servidor público que decidir se candidatar, em regra - existem casos específicos em que o prazo é o dobro -, deve se afastar três meses antes das eleições. Ou seja, a relação definitiva deve sair apenas em junho do ano que vem.

No entanto, no alto escalão do governo, alguns secretários já deixam claro quais seão suas pretensões. “Sou (pré) candidato, sim. Politicamente tenho como meta contribuir para o bem-estar de nossa cidade, contribuindo para uma cidade com uma boa qualidade de vida e progressiva, que permita a inclusão social”, disse o secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Elson Boni.

Outro que não ficou em cima do muro foi Marlon Centeno, presidente da FEAC, que se candidatará pela quarta vez a vereador. “Sempre fui ligado à política. Tive a felicidade de ser diretor de esportes do Estado por 6 anos e agora presidente da Feac. Temos projetos sociais e atendemos hoje quase 7.000 pessoas na área esportiva. Isso é gratificante. Através da política você pode mudar algumas situações, melhorando a vida das pessoas”, explicou.

Diferente dos colegas de governo, o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Adriano Tosta, faz mistério. “É algo para se pensar”, disse. “Estou focado em fazer um bom trabalho na Secretaria, pois é bem estressante. Não é fácil cuidar de uma cidade desse porte com recursos limitados”. Quem acompanha o secretário sempre ativo nas redes sociais e em grupos de discussões políticas é levado a acreditar que a maior probabilidade é de que ele será, sim, candidato.

Primeiro escalão

Os três não são os únicos nomes que compõem a equipe de comissionados cotados para a disputa. Além dos 12 secretários, ainda existem casos como o de Márcio Antônio dos Santos, que já foi vereador em Cristais Paulista e têm uma história de disputas eleitorais na cidade. A secretária de Ação Social, Eliete Neves foi conselheira tutelar por duas vezes e tem feito um trabalho que passa distante de críticas e grandes problemas. 

Segundo escalão

No segundo escalão, a lista é ainda maior. Entre os assessores de gabinete, há uma lista longa. Devem tentar uma vaga para vereador Rodrigo de Paula Morais, o Soró; Luiz Carlos Vergara; Zezinho Cabeleireiro, Luiz Antônio Cordeiro, Luis Frei, Solimar Santana, Roberto Carolino de Freitas, Lucas Verzola, Valter de Oliveira e Marcos Silva. Nomes que, coincidência ou não, já foram testados pelas urnas, têm potencial de votos e ligações importantes na periferia da cidade - onde Gilson de Souza têm maior penetração eleitoral e seus opositores têm dificuldades para ganhar apoiadores.

O prefeito Gilson de Souza disse, através de sua assessoria, que vê a movimentação de nomes de comissionados cotados a concorrer à eleição com naturalidade. “A Prefeitura não recebeu nenhuma solicitação a respeito. Mas se elas vierem a ocorrer, vejo com naturalidade esta movimentação, que não é exclusividade deste governo nem desta Prefeitura”, disse o prefeito.

Fora do jogo

Apenas dois integrantes do primeiro escalão tidos como prováveis candidatos garantem que estão fora do jogo. Os secretários Edgar Ajax (Educação) e Conrado Neto (Saúde) descartam qualquer possibilidade. “Meu compromisso é com a Secretaria de Educação. Apesar dos desafios ser imensos estou muito feliz. Não tenho pretensão de ser candidato a vereador em 2020, mesmo tendo recebido convite do Democratas”, sentenciou Ajax. Conrado Netto também foi enfático: “Não sou candidato”.

Na oposição

Os virtuais candidatos que frequentam os corredores da administração municipal não são todos do time Gilson. Existem entre eles candidatos que poderão ser, inclusive, oponentes do próprio prefeito.

São os casos do ex-prefeito Alexandre Ferreira, servidor municipal lotado na Vigilância Sanitária e do vice-prefeito, Frank Pereira, que tem se posicionado em oposição sistemática ao governo do qual faz parte. Apesar da movimentação nos eventos e redes sociais, Frank ainda não disse publicamente se pretende enfrentar seu ex-mentor.

Alexandre Ferreira, por sua vez, não faz segredo. Filiou-se ao MDB e deixa claro que é pré-candidato a prefeito de Franca.

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