Morreu nesta última terça-feira, 10, o professor Carlos Antônio Veronez, com 54 anos, vítima de uma longa enfermidade. Formado em História, ele lecionava na Escola Estadual “David Carneiro Ewbank’’, o CEDE. Ainda nos anos 90, Carlos foi repórter do Comércio da Franca. Neste época, aproveitou para financiar seus estudos e trabalhar na profissão que exerceu por 23 anos.Segundo a irmã, Camila Veronez, Carlos era uma pessoa de personalidade forte e que sempre gostou de ajudar. “Aonde ele chegava não tinha como não notar a presença dele. Então ele era alguém que fazia amizade muito fácil. Só que ele tinha um afinco com pessoas mais desfavorecidas e não gostava de ficar com pessoas muito chiques. Então ele escutava e buscava ajudar esse tipo de pessoa.” Camila ainda recorda que “uma vez ele levou um morador de rua na casa da minha mãe e pediu para pegar um cabide de roupas para doar. Ele era extremamente caridoso”.
Na escola, esse espírito caridoso também apareceu. Durante o último ano, uma campanha do agasalho foi organizado pelo CEDE e, segundo Camila, Carlos colaborou com as arrecadações. “Ele influenciou tanto os alunos que o número de arrecadações foi o maior quando comparado aos anos anteriores. Caminhões tiveram que buscar essas doações, por conta da alta quantidade. “
Já na sua profissão, Carlos também era muito querido. “Na escola ele costumava trabalhar com alunos adolescentes. Esses alunos amavam ele, porque como ele falava muito alto, ele prendia a atenção dos alunos. Colocava música, cantava. Quando ele notava que havia chamado a atenção, já passava o conteúdo na hora. Então isso era uma forma muito diferente de ensinar.”
O professor deixa o filho Caio César Veronez, de 18 anos.
HOMENAGENS
Durante os 23 anos de profissão, Carlos somou uma alta quantidade de alunos. Por isso, muitos deles participaram do velório e homenagearam o professor através das redes sociais.
Um de seus ex-alunos, Wesley Gonçalves, comentou em post do GCN.net, lamentando a morte do professor. “Vá em paz, Professor. Foi através de suas aulas que eu fiz faculdade de História, gratidão por tudo isso. Vá em paz, Mestre!”
Na mesma postagem no Facebook, houve 215 comentários e 267 compartilhamentos, o que traduz o quanto era querido.
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