BOA AÇÃO

Francanos ainda podem adotar cartinhas de Natal


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Entre os principais pedidos estão brinquedos, roupas e alimentos
Entre os principais pedidos estão brinquedos, roupas e alimentos

Os francanos que desejam adotar uma cartinha e realizar o desejo de uma criança podem aproveitar a campanha Um Natal Para Todos, da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), que busca incentivar a adoção de mais de 1 mil cartas enviadas com pedidos para a sede da associação. Entre os principais pedidos estão brinquedos, roupas e alimentos.

Entre as histórias disponíveis para adoção está a de três irmãos que moram na Vila Santa Terezinha. Com 9, 8 e 7 anos, as crianças pedem uma cesta de Natal, uma caixa de bombom, um chocotone e, se possível, um frango para a ceia.

Outra menina, com apenas 5 anos, pede uma roupa para passar o Natal. Na cartinha ela pede ainda ao Papai Noel uma bicicleta usada para realizar o sonho que tem desde os 3 anos já que a mãe está desempregada e não tem condições de comprar. Com apenas 12 anos um menino pede uma mochila para a escola e um tênis.

Qualquer pessoa pode adotar uma cartinha, mas a ação da Acif também visa incentivar a mobilização de empresas.

As cartinhas, que são entregues na Casa do Papai Noel, ficam dispostas no atendimento da Acif, na Rua Monsenhor Rosa, 1940, Centro. O horário de funcionamento é das 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira. As cartinhas estão separadas por categoria (Alimento, Brinquedos, Roupas e Diversos).

Pão com presunto e muçarela

Há dois anos, a história do pequeno Bruno Cintra, então com 11 anos, emocionou muitas pessoas em Franca. Em sua cartinha encaminhada para o Papai Noel ele pedia pão, presunto e muçarela para comer um bauru. Depois da história ser divulgada, o menino recebeu dezenas de presentes, como cestas básicas, panetones, tênis e material escolar. Na época ele afirmou preferir comida a brinquedos.

Nesta semana o vídeo da reportagem do menino e a avó, feito pela EPTV, voltou a viralizar. Em agosto deste ano, a avó de Bruno, com quem o garoto vivia desde que nasceu, morreu vítima de um câncer que enfrentava desde a época da carta de Natal de Bruno. Hoje ele vive com a tia e afirma que a nova corrente de solidariedade o pegou de surpresa. Também agradeceu o carinho. “Fico feliz com todas as demonstrações de amor. Quando mandei a cartinha fiquei muito feliz com o resultado e hoje não quero nada, só que outras pessoas também tenham esta sorte.”

Apesar de não pedir nada, o menino mora com a tia e juntos se mantêm com o salário dela, de coladeira. “Deixei de trabalhar para cuidar da minha mãe e quando ela morreu, ele passou a viver comigo. Trabalho como coladeira, mas nesta época do ano é complicado e sobrevivo de empregos temporários”, disse Aparecida Cintra.

Quem quiser ajudar o menino pode entrar em contato pelo telefone (16) 99884-8411 ou mesmo na casa da família na rua São Paulo, 1326, na Vila Aparecida.

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