BOLSONARO

'Não vou para o novo partido do presidente por causa dos filhos', diz senador Major Olímpio


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Apesar da duras críticas aos três filhos do presidente, o senador afirma que não vai deixar de defender Bolsonaro.
Apesar da duras críticas aos três filhos do presidente, o senador afirma que não vai deixar de defender Bolsonaro.

O senador Major Olimpio (PSL-SP), que visita Franca nesta segunda-feira, 9, para uma série de compromissos incluindo a realização de um curso do Senado na Câmara Municipal, fez diversas críticas sobre a influência dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no atual governo. Ele conversou com a reportagem do GCN na redação.

Olimpio disse “ter certeza” que os três filhos do presidente prejudicam o desenvolvimento do trabalho do pai e afirma já ter rompido com os filhos do presidente. “Eu já falei com ele (Bolsonaro) sobre o envolvimento dos filhos, já rompi com os três. Esse envolvimento deles atrapalha demais. Toda vez ele tem que ficar consertando o que os filhos acham que estão fazendo para o bem. Uma hora é o Carlos postando as coisas no nome dele, outra hora é o Eduardo querendo ser Embaixador dos Estados Unidos, sem ter condições e provocando um clima totalmente adverso ao presidente. É o Flávio com o envolvimento do caso Queiroz, e toda hora tem algo novo, mas eles não vão deixar de ser filhos”, disse Olimpio.

Apesar da duras críticas aos três filhos do presidente, o senador afirma que não vai deixar de defender Bolsonaro. “Não vou para o novo partido do Bolsonaro por causa dos filhos. Mas eu continuo defendendo o Bolsonaro, o governo dele e os projetos, mas não apoio nada que os filhos dele fazem.”

Um dos lideres do PSL, Olimpio lamentou a saída de Bolsonaro do partido e ainda afirmou que foi um erro político do presidente sendo ele o maior prejudicado pela saída. ”A opção foi dele, eu lamento. Era o maior líder do partido, mas estamos nos recompondo. Quem provocou a saída, foram os filhos e dois advogados, que passaram uma visão totalmente distorcida do partido e o levaram para essa aventura de abrir um novo partido. Eu acho que ele tem tanto pouco tempo para resolver as coisas dele, quanto mais para criar um novo partido. Eu não falei nada com ele (sobre a saída), ele não me perguntou nada, então só lamentamos. Foi um erro político dele. Ele foi o que mais perdeu com essa saída, ele não terá 100% do partido votando com ele”, afirmou o senador.

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