Três pecados


| Tempo de leitura: 1 min

Na edição do último domingo do Comércio o jornalista e vereador Correa Neves Júnior postou matéria histórica alusiva aos 195 anos de Franca, com referência a prédios e monumentos da cidade, destacando-se o Relógio do Sol, construído por Frei Germano d’Annency e instalado na Praça N.S. da Conceição. Falou da sua restauração, demoradíssima, porém da maior importância para sua conservação, como um dos pontos turísticos de Franca. Seria um outro pecado o seu abandono. O mesmo já não se pode dizer, e  apenas lamentar, que na década de 1980, os francanos tiveram a tristeza de assistir a derrubada do  imponente e tradicional Hotel Francano, dando lugar a uma agência bancária, quando poderia ter sido preservado e ali construída uma Escola Superior de Enfermagem, sonho do então provedor da Santa Casa, Manir Bittar, com sinal verde do ex-governador Paulo Maluf, mas as picuinhas políticas não deixaram. Mais tarde, já nesta década, a prefeitura preferiu ignorar a sede da antiga e tradicional AEC-Centro. Por sugestão do governo do Estado (dinheiro nosso também), foram desapropriadas algumas casinhas na praça Carlos Pacheco (Cemitério da Saudade) e alí construída a obra. Tivessem adquirido a AEC, bastaria uma simples pintura naquele prédio, e poderiam ser instaladas, com folga, todas as dependências da Casa da Cultura, preservando o bonito e histórico lugar. O terceiro pecado  foi  cometido agora,  com a cessão de uma área aos fundos do Lanchão para  construção do SESC.  O mais correto seria a liberação de outra área em lugar daquela, para que no futuro o estádio pudesse completar o anel e demais dependências, mudando inclusive a entrada  para a Avenida Ismael Alonso. Agora, infelizmente, é tarde demais.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários