Sem exageros


| Tempo de leitura: 2 min

Já faz algum tempo que não trato de esporte neste espaço do Comércio. Mas confesso que não resisti deixar de repercutir os recentes feitos do Flamengo, tanto no Campeonato Brasileiro, como na Libertadores da América, sob o comando do técnico português Jorge Jesus.

Inicialmente registro que não quero desmerecer os títulos conquistados pelo time carioca neste ano, sobretudo a libertadores, mas não posso concordar com o exagero da maioria da imprensa esportiva, de que teria sido a mais importante e sensacional vitória de um time brasileiro no campeonato continental.

Convenhamos que tal assertiva desmerece outras equipes, como o Santos, Cruzeiro, São Paulo, Grêmio, Vasco, Palmeiras, Internacional, Corinthians e Atlético Mineiro, que também venceram e convenceram, algumas contra toda sorte de adversidades.

Não posso também concordar com o exagero do endeusamento do técnico português. Há que se reconhecer o seu ótimo trabalho, mas para vários cronistas, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil e Jorge Jesus redescobriu o futebol brasileiro. Por essa razão, para muitos já pode ser considerado o melhor técnico de futebol a dirigir um clube no Brasil, tanto que, com apenas seis meses de estada aqui, já recebeu o Título de Cidadão Carioca.

Essas afirmações categóricas de uma parte substancial da mídia esportiva me fez lembrar a célebre frase de Nelson Rodrigues, de que o brasileiro tem “complexo de vira-latas”.

Para não ser bombardeado por flamenguistas de plantão, quero registrar, novamente, que considero sim admirável o atual futebol praticado pelo clube carioca, tanto na Libertadores, como no Campeonato Brasileiro, batendo todos os recordes. Também reconheço como épica a vitória na final da Libertadores contra o gigante argentino, onde o time brasileiro, mesmo não jogando bem, conseguiu virar o placar nos quatro últimos minutos do jogo.

O que estou ponderando é o exagero de muitos na avaliação e, principalmente, o desmerecimento que se faz dos feitos de outras equipes que, no passado distante ou recente, também ganharam e jogaram o fino da bola.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários