Todos devem combater os escorpiões


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Foram registradas mais de 200 mil picadas de escorpião no Brasil no ano de 2019; este número ultrapassa as estatísticas de picadas de cobra. Houve um aumento na invasão dos escorpiões em áreas urbanas. Eles passaram a encontrar ambientes ideais em certos cantos das cidades. Até mesmo em escolas!

Além do clima quente do verão, o acúmulo de entulho, materiais de construção e o acesso ao esgoto geram espaços propícios para a proliferação desses animais. Por isso, é preciso muita atenção à limpeza e manutenção de casa e prédios públicos. A picada é bem dolorida e a gravidade do ferimento depende de alguns fatores: a espécie do escorpião, a quantidade de veneno que ele injetou, o tempo decorrido da picada até o atendimento médico, a massa corporal da pessoa, a sensibilidade de quem foi picado. Crianças e idosos tornam-se vítimas mais graves. Também pessoas debilitadas, de baixo peso e alérgicas. Todos devem tomar muito cuidado.

Para evitar os escorpiões, é preciso ficar de olho nestas dicas:

– Manter a casa limpa e a grama aparada. Montanhas de folhas no jardim ou quintal podem ser esconderijos interessantes para os animais.

– Evitar o acúmulo de entulho, madeira e materiais de construção.

– Vedar bem os sacos de lixo e fazer a retirada de casa com frequência.

– Vedar todos os buracos de paredes, frestas de portas e janelas, soleiras ou quaisquer fendas que houver pela casa.

– Usar protetores de ralo, aqueles que fecham o bocal, evitando a passagem dos animais.

– Olhar dentro dos calçados e nas roupas que ficaram penduradas em paredes antes de vesti-los.

– Evitar que as roupas de cama fiquem em contato com o piso.

Picou! Procure socorro médico!

A picada é bem dolorida e a gravidade do ferimento depende da espécie do escorpião, a quantidade de veneno que ele injetou, o tempo decorrido da picada, a massa corporal e a sensibilidade de quem foi picado.

A maioria dos acidentes é leve, a dor é imediata, assim como a vermelhidão e o inchaço – formigamento no local também pode ser uma reação. Os casos graves vêm acompanhados de náuseas, vômito, transpiração, aumento da frequência cardíaca e pressão arterial, salivação e tremores.

Mas saiba que nem sempre é preciso tomar o soro antiescorpiônico, que corta a ação do veneno no corpo – segundo o Ministério da Saúde, 87% dos acidentes não necessitam da aplicação do antiveneno. Apenas um profissional de saúde poderá fazer essa avaliação.

– Procure imediatamente atendimento médico no local mais próximo.

– Diferentemente do que anda circulando por aí, não adianta nada colocar gelo no local da picada! Pelo contrário, os médicos indicam compressa de água morna para amenizar a dor até chegar ao pronto atendimento.

– O cuidado deve ser redobrado com crianças e idosos, pois a oicada pode ser ainda mais grave. Corra para o hospital mais próximo.

– Se for possível capturar o animal, leve-o ao serviço de saúde para que seja identificado e as medidas sejam mais acertadas.


 

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