O Ministério da Saúde avisou: foram mais de 200 mil picadas de escorpiões no Brasil desde que o ano começou. Houve um aumento nas áreas urbanas. Eles passaram a encontrar ambientes ideais em certos cantos das cidades. Até mesmo em escolas! Mais de 400 alunos de uma escola de Franca tiveram de ser transferidos por causa deles. Havia grande perigo de serem picados.
Os escorpiões não são insetos, e sim animais peçonhentos. Todos os animais que possuem a glândula produtora de veneno são chamados de peçonhentos. Invertebrados, com hábitos noturnos, eles costumam se esconder durante o dia em lugares escuros, como embaixo de pedras, madeiras, cascas de árvores, buracos, entulhos, etc. Alimentam-se de insetos como cupins, moscas, grilos, baratas, entre outros. Na falta de alimento, podem praticar o canibalismo, ou seja, alimentam-se de outros escorpiões. Chegam a atingir até 25 cm de comprimento e picam humanos quando se sentem ameaçados. São muitos os animais que se alimentam de escorpiões, como lacraias, louva-deus, macacos, aranhas, sapos, lagartos, seriemas, suricatos, corujas, gaviões, quatis, galinhas, camundongos e algumas espécies de formigas.
Assim como as aranhas, os escorpiões possuem pinças afiadas que são utilizadas para retirar pequenos pedaços do alimento e levá-los à boca. Na ponta da cauda existe um espinho chamado de télson. É ali que se localizam as glândulas de veneno. É por meio daquele espinho que o escorpião inocula o veneno em suas vítimas. A picada do escorpião pode causar dor intensa, seguida de vômitos, sudorese e náuseas. Ao ser picada por um escorpião, a pessoa deve procurar imediatamente um hospital especializado. Lá será feita a aplicação de medicamentos no local para o alívio da dor e, em casos mais graves, a aplicação de soro antiescorpiônico.
Na página 2 deste Clubinho, informações sobre como evitar os peçonhentos.
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