Todas as respostas


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Depois de certo tempo descobrimos que, embora não tenhamos todas as repostas do mundo, alguns padrões de felicidade impostos pela sociedade nem sempre são os melhores para a nossa vida.

E que para você se encontrar, você se perde inúmeras vezes.

Que o encontro com a natureza faz valer a pena ter nascido. E que embora todas dores advindas do nosso viver, ainda podemos achar beleza no singelo.

Não teremos todas as respostas do mundo, mas compreenderemos que a dor nos molda, o sofrimento lapida e a nossa infância, seja ela de que maneira for, nos acompanhará para o resto dos nossos dias atestando de alguma forma quem seremos.

Que se você não é o que esperam de ti, você está fazendo o seu melhor, mesmo que seja o pior aos olhos do outro.

Não teremos todas as respostas do mundo, mas saberemos que o marulhar das ondas, o percurso do rio, o silêncio da noite ou o barulho da chuva nos aproximam do princípio da vida e de nós mesmos.

Que os nossos melhores amigos são aqueles que mesmo nos julgando, nos aceitam. Que a nossa família é nosso bem mais precioso, mas também pode ser nosso maior algoz.

Não saberemos talvez quase nada da vida, não teremos todas as respostas.

Mas saberemos que a o autoperdão nos liberta, a gratidão nos redime e a humildade nos fortalece. E são estas três sensações que nos aproximam de Deus e da paz.

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