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PS 'Álvaro Azzuz' realizou mais de 282 mil atendimentos em 2019


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Diego Parnaiba, diretor do PS “Álvaro Azzuz”: atendimento para gente de mais de 200 cidades
Diego Parnaiba, diretor do PS “Álvaro Azzuz”: atendimento para gente de mais de 200 cidades

O volume de atendimento é significativo. Praticamente, é como se quase toda a população de Franca tivesse passado por lá. De janeiro até o dia 13 de novembro deste ano, o Pronto Socorro “Doutor Álvaro Azzuz” realizou 282.547 atendimentos. Todos os dias, são pelo menos mil pacientes. Nos dias de pico, a demanda sobe para até 1,4 mil pessoas.

Inaugurado em julho de 2012, o PS custou cerca de R$ 10 milhões entre construção, mobiliário e equipamentos. O prédio, localizado no quadrilátero das avenidas Chico Júlio e Flávio Rocha, na Vila Imperador, tem 3,5 mil metros quadrados de área construída, estacionamento com 160 vagas, sala de espera com capacidade para acolher 200 pessoas sentadas, 25 leitos, blocos de recuperação de pacientes psiquiátricos e ortopedia.

Para dar conta de atender toda a demanda, o “Azulzão” conta com 208 funcionários, sendo nove médicos no plantão diurno e sete à noite. Em média, cada médico atende a 100 pacientes durante o plantão de dez horas.

Por conta do crescimento da população e pelo aumento do número de pessoas que ficaram sem plano de saúde, a procura pelo pronto-socorro cresce ano após ano. Em 2017, foram 257,2 mil atendimentos. No ano passado, subiu para 279,2 mil. Este ano, já passam de 282,5 mil. “O pronto-socorro é a principal porta de referência em pronto atendimento, não só em Franca, mas em toda a região”, afirma Diego Parnaíba, diretor clínico da unidade há 3,5 anos.

O médico estima que entre cinco e dez mil pacientes vieram de fora. O cadastro do PS registra o atendimento este ano de moradores de mais de 200 cidades. São pessoas que moram na região ou estavam de passagem por Franca. Restinga, Ribeirão Corrente, São José da Bela Vista, Pedregulho, Patrocínio Paulista, Itirapuã, Claraval e Ibiraci são os que mais enviam pacientes. Só de Ribeirão Preto, já foram atendidas 50 pessoas.

Procura

O PS é procurado pelos mais variados motivos. As estatísticas registram 120 diferentes tipos de pedidos de ajuda médica. Os casos mais comuns são os problemas causados pelo que os médicos chamam de IVAS (Infecção das Vias Aéreas Superiores). A tosse lidera as queixas. Em seguida, aparecem os casos de virose e dor de cabeça motivada por pressão alta.

Também foram registrados casos de unha encravada, soluço, câimbras, dores nos órgãos genitais, insônia, depressão, agressão, uso de drogas, alteração do estado mental, abstinência de álcool e estupro. Mais de 1,5 mi pacientes foram vítimas de acidente de trânsito. “Por problemas passados, o PS ficou com imagem negativa, mas posso garantir que o serviço prestado é de excelente qualidade e que os pacientes são muito bem acolhidos. A resolutividade é muito grande graças à qualidade da nossa equipe. O índice de reclamação é muito baixo levando-se em conta o número de pessoas atendidas”.

Horários

Segundo o diretor, o tempo máximo de espera fica entre 2h30 e 3 horas, o que ele considera aceitável. “Se comparar com cidades do mesmo porte e volume de atendimento, dificilmente o tempo de espera será menor”. A principal carência é o número insuficiente de enfermeiros.

A hora do rush no pronto-socorro ocorre às segundas-feiras, das 10 às 14 horas. É quando a sala de espera fica lotada. “Muita gente que nos procura neste dia está em busca de um atestado, pois exagerou no final de semana”, finalizou Diego Parnaíba.

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