A exportação de calçados francanos para o EUA cresceu 38% entre janeiro e outubro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca). Enquanto em 2018 foram exportados em calçados US$ 16.756.849 milhões, neste ano o país norte-americano comprou US$ 23.123.808 milhões do produto francano.
Um dos principais motivadores do crescimento, segundo o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, é a guerra comercial entre os norte-americanos e os chineses. “O sapato francano tem o apelo da tradição e da qualidade desde as décadas de 70 e 80. O americano conhece o calçado francano e sabe que é referência de calçado masculino de couro. Esse é o nosso maior ponto forte e que agora, com a disputa entre EUA e China, abre uma brecha para que exportemos mais calçados para o mercado norte-americano.”
A guerra comercial entre o EUA e a China teve início com a decisão do presidente Donald Trump de proteger os produtores norte-americanos e reverter o déficit comercial que os Estados Unidos tem com a China. Enquanto o presidente norte-americano vem anunciando desde 2018 tarifas sobre produtos importados do país asiático o governo da China tem reagido a esses anúncios com retaliações, chegando a impor também tarifas sobre produtos norte-americanos.
Exportações gerais
Os EUA são atualmente o principal destino de exportações dos calçados francanos recebendo mais de 40% do volume exportado no setor. O segundo principal destino é a Argentina, mas o valor exportado é bem menor (US$ 3.598.896), seguido do Chile (US$ 3.433.358); Bolívia (US$ 2.646.519); Uruguai (US$ 2.438.981); e Equador (US$ 2.184.907).
Em setembro de 2019 (dados gerais com todos os países divulgados pelo Sindifranca) as exportações cresceram 6,4% em comparação com o mesmo mês em 2018. Enquanto no ano passado foram exportados US$ 5.413.239 milhões, neste ano o total foi de US$ 5.759.924 milhões.
Já no acumulado entre janeiro e setembro as exportações protagonizam uma retração de 2,4% em relação a 2018, com total de US$ 50,564 milhões ante US$ 51.818.621 milhões.
“A nossa expectativa é voltarmos aos patamares de 1993, quando exportamos 15,5 milhões de pares, com um faturamento de US$ 256.5 milhões de dólares. Este é o caminho que o Sindifranca vem trabalhando para voltarmos a estes valores”, afirmou Brigagão.
“Confiamos plenamente que se as reformas que estão em andamento forem aprovadas e implementadas seguramente o cenário econômico, tanto no mercado interno como no externo, indicará um crescimento sustentável”, disse Brigagão, que completou afirmando que com as medidas será possível voltar aos patamares de 2004, quando as indústrias calçadistas de Franca exportaram para os EUA US$ 107,2 milhões, o correspondente a 68.8% das exportações da cidade. “Mas, é importante que o setor não se concentre apenas nos EUA suas exportações e sim o desenvolvimento em outros países, aproveitando as oportunidades sem deixar de lado as estratégias para cada cenário”, completou.
Emprego
Apesar de ter hoje um dos menores números de empregados formais da sua história a indústria calçadista de Franca apresentou reação em setembro com a contratação de 377 profissionais, crescimento de mais de 118% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
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