Ontem foi Dia de Finados, quando é costume levar uma flor e a oração junto ao túmulo dos entes queridos que já estão do outro lado ou no andar superior. É como demonstrar à pessoa querida, que ela não foi esquecida e que permanece em nossa mente, tendo sido muito importante em nossa vida. Tudo bem, isso é válido, mas nessa ocasião, costumo me lembrar daquela canção muito bonita, do Nélson Cavaquinho, Quando eu me chamar Saudade, gravada pelo Nélson Gonçalves e o Noite Ilustrada, e que diz mais ou menos assim: ”Sei que amanhã, quando eu morrer, os meus amigos vão dizer que eu tinha um bom coração. E alguns até hão de chorar, e querer me homenagear, fazendo de ouro um violão. Mas, depois que o tempo passar, sei que ninguém vai se lembrar que eu fui embora, por isso é que eu penso assim, se alguém quiser fazer por mim, que faça agora. Me dê as flores em vida, o carinho, a mão amiga, para aliviar meus ais. Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade, quero preces e nada mais”! A letra dessa canção, inspiradíssima e verdadeira, já diz tudo. Não adianta estar todos os dias no cemitério, mandar construir um mausoléu para depositar ali o corpo inerte daquela pessoa, que muitas vezes em vida só fez sofrer e não deu a menor atenção. Que todas as homenagens e manifestações de carinho sejam feitas agora. Vamos pensar nisso, lembrando também das palavras de Jesus: ”Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”! Nós não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual; somos seres espirituais, vivendo uma experiência terrena! O projeto de Deus para o homem é um projeto de vida. A morte terrena não é o fim, mas a realização plena do homem, em comunhão com Deus!
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