Um passo importante


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As discussões sobre a Reforma da Previdência  finalmente  chegaram  ao fim com a aprovação no Congresso  e  a abertura de boas perspectivas para a economia

 

A semana que termina foi marcada por decisão do Congresso que colocou fim à novela que durava quase duas décadas e governos anteriores não conseguiram ver encerrada. Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Davi Alcolumbre anunciou para o País o tão aguardado resultado da votação que aprovou a reforma da Previdência. Este é, sem dúvida, um feito a ser atribuído ao governo Bolsonaro, quando no futuro se historiar o momento. Usando de seu poder, de seus argumentos e, nesse caso específico, de alguma capacidade para agregar forças, Bolsonaro soube levar à Câmara e ao Senado sua mensagem de que era urgente solucionar a questão das contas públicas que vêm impedindo a economia brasileira de deslanchar como se torna necessário.

O Brasil, entretanto, tem um longo caminho a trilhar até que a economia volte a crescer de forma sustentável. Ainda lutamos para nos livrar dos efeitos da recessão iniciada em 2014. Mas não há dúvida de que, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, a agenda de reformas econômicas no Brasil teve avanços.

Se olharmos para o governo Temer com espírito isento, teremos de admitir que ele conseguiu aprovar algumas medidas importantes para a dinâmica da economia. Uma delas foi o teto de gastos, que limitou o crescimento das despesas do governo à inflação e foi tida como revolucionária pelos economistas. Antes dela, não havia preocupação entre cortar despesas e se endividar; os governos preferiam esta última atitude. Outra medida de alcance profundo foi a aprovação da reforma trabalhista, que chegou para modernizar as relações entre patrões e empregados. A torcida é para que a aprovação da reforma da Previdência possa mesmo abrir espaço para um novo ciclo no Brasil, pois foram muitos os técnicos que a definiram como passo fundamental para que nosso país crie as condições necessárias para a geração de novos investimentos e, consequentemente, mais empregos e renda. Que ela tem condições de potencializar o crescimento da economia, é fato. Mas, alertam os especialistas, desde que duas outras reformas –a tributária e a administrativa - sejam logo implementadas. E sobre elas nenhuma mobilização se vê no horizonte próximo.

De toda forma, é inegável que a reforma previdenciária tornou-se um feito do governo de Jair Bolsonaro, ainda que ele não tenha se envolvido tanto nela como de início se esperava. Pelos cálculos, serão R$ 800 bilhões de economia em dez anos, para alguns analistas; para outros, R$ 1 trilhão, se levarmos em conta as medidas para reduzir as fraudes no INSS. Com certeza, um alívio.

 

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