CORTE BRUSCO

Governo Gilson de Souza poda verba do tapa-buraco em 75%


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Buracos tomam conta das ruas da cidade e ganham nomes, bananeiras e até roupas
Buracos tomam conta das ruas da cidade e ganham nomes, bananeiras e até roupas

Os buracos nas ruas de Franca aumentam na proporção do descontentamento da população da cidade. O motivo do aparecimento alarmante de tantos buracos pode ser o reflexo direto do corte de verba no serviço de remendo asfáltico.

Segundo dados da própria Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) requisitados pelo vereador Corrêa Neves Jr (PSD), o valor investido atualmente no tapa-buraco pelo prefeito Gilson de Souza (DEM) é 75% menor do que o aplicado na gestão anterior, quando a cidade era administrada por Alexandre Ferreira, que pertencia ao partido do PSDB - atualmente ele está no MDB.

Em 2017 - usado como parâmetro - quando Gilson iniciou seu mandato, o orçamento deixado por Alexandre foi de R$ 4.825.317,74 para ser aplicado na operação tapa buraco. Em 2019, o valor caiu para R$ 1.247.724,03, o que caracteriza a diferença enorme na queda dos recursos destinados ao serviço de manutenção das vias públicas de Franca.

Em 2014, o valor investido no tapa-buraco foi o menor da última década, cerca de R$ 686.296,55. Mas isso tem uma explicação. O então prefeito Sidnei Rocha exigiu uma verba de R$ 30 milhões em massa asfáltica para renovar o contrato com a Sabesp. Com isso, Sidnei pôde recuperar a maioria das vias públicas ao longo de seus dois mandatos utilizando a verba da estatal. Em 2015, o valor investido na manutenção das ruas subiu para R$ 3.675.539,58. Em 2016 foi para R$ 4.234.412,97.

O presidente da Emdef, Marcos Haber, disse dias atrás na Câmara Municipal que o valor ideal para atender a demanda do serviço de tapa-buraco em Franca seria R$ 4 milhões/ano, e R$ 10 milhões/ano para a operação de recapeamento. Apesar do pronunciamento público recente, Haber preferiu não se manifestar quanto ao corte nas verbas praticado pelo governo Gilson.

Para o vereador Corrêa Neves Jr, que solicitou o levantamendo, os números falam por si mesmos. “Fica evidente que a principal razão para o aumento da buraqueira é a falta de manutenção. O corte no tapa-buracos foi brutal. Estamos diante de uma calamidade que poderia, sem grande esforço, ter sido evitada. Faltou, essenciamelnte, gerenciamento do governo Gilson de Souza”, critica.

Tudo parado

Além da redução da verba, o serviço de tapa-buraco ficou um mês paralisado recentemente, por falta de contrato entre a prefeitura e Emdef.

Hoje, o tapa-buraco vem sendo executado de forma emergencial e a conta-gotas. Com isso, a buraqueira aumenta a cada dia na cidade. Em uma rua do bairro City Petrópolis, por exemplo, pode-se contar 36 buracos no trecho de um quarteirão. Também passou a ser comum encontrar buracos pela cidade com árvores, galhos e até bananeiras plantadas nas “crateras”.

Danos

O resultado pode ser constatado nas oficinas de carros, que teve a demanda de consertos de veículos aumentada. “Meu carro estourou a roda, chegou até estragar a suspensão. Estou pensando em entrar com um processo contra a prefeitura”, disse o munícipe Alex Tolsley.

Procurada para explicar as razões da redução, a prefeitura não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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