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Gilson desiste de empréstimo para recapear a cidade


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A ideia do governo era tomar pelo menos R$ 60 milhões em empréstimos para investir no asfalto de Franca.
A ideia do governo era tomar pelo menos R$ 60 milhões em empréstimos para investir no asfalto de Franca.

O prefeito Gilson de Souza (DEM) desistiu nesta segunda-feira de recorrer a uma linha de investimentos do governo do Estado e a empréstimos de longo prazo para realizar um amplo programa de recapeamento da cidade, nos moldes do que tem sido feito em Ribeirão Preto. A decisão foi anunciada por Gilson durante reunião com um grupo de vereadores no paço municipal. Participaram do encontro o chefe de gabinete, Luiz Roberto de Oliveira; o secretário de Educação, Edgar Ajax; o coordenador de Assuntos Legislativos, Rodrigo de Paula; o assessor de políticas públicas, Afonso Teodoro; o presidente da Câmara Municipal, Donizete da Farmácia (PSDB); o líder do governo na Câmara, Tony Hill (PSDB); e os vereadores Corrêa Neves Jr (PSD), Arroizinho (MDB), Carlinhos da Farmácia (MDB) e Nirley de Souza (PP).

A ideia do governo era tomar pelo menos R$ 60 milhões em empréstimos para investir no asfalto de Franca. O pagamento seria feito em oito anos, com um ano de carência. As parcelas mensais, segundo o prefeito, custariam cerca de R$ 650 mil mensais, pouco mais do que a cidade destina hoje para a operação tapa-buracos. Gilson chegou a mostrar aos participantes da reunião cópias dos projetos de lei encaminhados pelo prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), para a Câmara, que autorizou os empréstimos. No total, Ribeirão teria captado R$ 276 milhões para recuperar ruas e avenidas da cidade.

“O asfalto está vencido. A solução seria recapear, mas não vou seguir esta linha”, disse o prefeito, antecipando dificuldades que enfrentaria para aprovar o projeto na Câmara. “Aqui tudo tem dificuldade. Até para fazer concurso público tem desgaste, para contratar professor para os alunos especiais tem desgaste, tudo tem desgaste”, lamentou. “Vou seguir o que fizeram meus antecessores e vou fazer só tapa-buracos. A licitação tá no final e aí vamos colocar mais equipes nas ruas. Vou deixar a cidade arrumadinha, mas só vou fazer tapa-buracos”.

Ao longo das últimos semanas, Gilson testou a temperatura da Câmara para tentar aglutinar apoio para a tomada de empréstimo, mas a avaliação da maioria dos vereadores é de que o projeto, às vésperas de um ano eleitoral, teria poucas chances de ser aprovado. Pesou contra o apoio o fato de que o empréstimo só começaria a ser pago depois do fim do atual mandato de Gilson. A falta de uma postura mais firme do prefeito em defender a necessidade do empréstimo, assim como a ausência de clareza, também pesaram contra a iniciativa. Com o anúncio de Gilson na tarde desta segunda-feira, o recapeamento das principais ruas e avenidas da cidade é problema que será jogado para aquele que assumir o mandato a partir de janeiro de 2021. Até dezembro de 2020, o que resta é o tapa-buracos. 

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