Sou daquela geração em que os professores, verdadeiros mestres, deixavam carinhosamente sua marca inesquecível, pelo carinho e sábios conhecimentos, respeitados por todos os seus discípulos. Ganhavam muito bem, tanto que alguns deles eram também médicos ou engenheiros, usando parte de seu tempo ao magistério. Por isso mesmo eram bastante competentes, muito exigidos, demonstravam gostar do que faziam, e não estavam ali apenas para ter um emprego e receber o salário. Ensinavam as matérias com enorme conhecimento, tanto que formaram gerações de pessoas que saíam dali muito bem preparados para qualquer vestibular ou concurso público. Não precisavam estar ensinando as boas maneiras nem cobrar educação e respeito, que isso os alunos e alunas traziam de casa. Quando havia algum simples ato de indisciplina, o que era raro, a direção comunicava aos pais, que procuravam saber do ocorrido, mas nunca com a intenção de ofender ou brigar na escola, mesmo antes de se inteirar do que havia acontecido. Pais e mães tinham a consciência de que em casa é que se aprende a cumprimentar, agradecer, ser honesto, correto e pontual, respeitando mestres e colegas, deixando para a escola as matérias curriculares, além do amor à pátria e seus símbolos, como o hino e a bandeira. Torcemos para que esse respeito e costumes voltem ao menos em parte, como alguns dos idealistas que restam, têm buscado fazer, em lugar de pregar certas ideias que nada contribuem para a formação de nossas crianças e jovens. Nesta semana do Dia do Professor, conclamo alunos, pais e mães, a refletir na necessidade de valorizar e de respeitar os mestres. E que eles transmitam exemplos maravilhosos, como os que recebemos e dos quais nos recordamos até hoje. E para sempre.
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