Todo amante de basquete sabe a importância e a referencia que a NBA tem para o esporte. Os Estados Unidos são a “Meca” do basquetebol mundial, é e sempre foi a maior potência no meio do esporte. Com essa importância, a equipe comandada pelo técnico Helinho Garcia, do time de Franca, foi até lá e enfrentou a equipe do Brooklyn Nets, em plena Nova Iorque.
O jogo ficou 137 a 89, mas a diferença de 48 pontos não foi e nem deveria ser a mais importante, já que a experiência de enfrentar os melhores atletas do planeta não é tarefa das mais fáceis.
Para o técnico do Sesi Franca, a experiência vivida por ele e pela comissão é única, mas ficou com um gostinho de quero mais, já que os americanos fizeram o que mandava no protocolo. “Nós não cruzamos muito com eles nenhum dia, somente no dia do jogo. Eles podiam ter saído um pouco do protocolo da liga (risos). No dia do jogo falei com o técnico deles, mas eu queria ter falado mais, uma troca de experiência maior, falar sobre a parte física, táticas de jogo, como pensam o jogo, essas coisas de treinador. Mas o jogo te traz uma vivência muito boa. Foi incrível. Eles sabem fazer do jogo um grande evento esportivo”.
O preparador do time, Douglas Nazar, e o fisioterapeuta, Rogério Barbosa, conseguiram desfrutar de toda parte e ter uma troca de experiência maior. “Depois dos treinos os dois ficavam lá para ver como funciona, eles têm uma estrutura fantástica. A liga levou mais de 30 pessoas, inclusive de outros times. Acho que essa troca faz com que o NBB cresça mais ainda”, disse Helinho.
Além de ver como funciona, Helinho analisou o que precisa ser mudado no Brasil. “A tendência é ver o jogo cada vez mais como um espetáculo. Eles vêm um jogo como uma peça de teatro. O torcedor que vai ao ginásio sente prazer de ir, independentemente do resultado da partida. Hoje, Franca é o time que mais faz isso, mas precisamos massificar essas ideias para atrairmos mais públicos aos ginásios.”
Helinho viu como a maior dificuldade enfrentada por ele e pelos atletas, o tempo de jogo e algumas regras. Na NBA o jogo tem 48 minutos, já aqui no Brasil seguimos a regra da Fiba, onde o jogo tem 40 minutos. “Jogamos o equivalente a um jogo e duas prorrogações. Então é normal os nossos jogadores sentirem isso, aquele desgaste. Eles jogaram com uma rotação de 17 jogadores. Eles conseguem dar tempo de quadra para preparar jovens jogadores, por isso eles são essa potência. Têm a qualidade e a quantidade de tempo para usar e preparar novos talentos”.
Uma das coisas mais importantes em intercâmbios é a troca de experiência que uma equipe passa para a outra. No entanto, Helinho acredita que, para sermos uma potência no esporte, o governo precisa investir mais nos esportes. “Precisamos massificar o basquete no Brasil, mas isso só vai acontecer se existir uma política pré determinada para o esporte. Nós precisamos ter a chance de ter mais gente praticando esportes. Franca é o lugar que mais forma no Brasil porque temos uma base forte. Isso precisa ser expandido”, finalizou Helinho.
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