Nas últimas semanas, furtos e assaltos têm deixado a população cada vez mais assustada em Franca. Além de invadir casas, os bandidos agem à luz do dia e estão cada vez mais agressivos com as vítimas.
Na noite da última quarta-feira, 9, um homem e uma mulher passaram momentos de tortura na mão de dois bandidos por quase duas horas. A dupla invadiu uma chácara no Recanto Colina e manteve o casal refém. Enquanto um dos assaltantes carregava o carro das vítimas com pertences da casa, o outro ficou fazendo “roleta russa” com um dos reféns. Com apenas uma bala no revólver, o bandido girava o tambor e atirava sem saber se a munição estava engatilhada. Apesar do trauma, nenhuma das vítimas foi atingidas.
Em outro caso, a invasão dos bandidos foi registrada por câmeras de segurança em uma casa no Jardim Santa Adélia. Por volta de 13h da terça-feira, 8, um homem entrou no local e arrombou a porta com chutes. Poucos minutos depois ele sai da casa com uma televisão e retorna para pegar outros objetos. Em plena luz do dia, a dupla de assaltantes fugiu em um Fiat Palio, que depois foi encontrado na casa de um adolescente no Jardim Luiza. Reconhecido por participação no crime, ele chegou a ser encaminhado para o 5º DP, mas foi liberado.
Por causa das imagens que circularam nos grupos de aplicativos de mensagens dos francanos, a técnica de enfermagem Edna Maria de Souza Macedo, 48 anos, reconheceu os bandidos que invadiram sua casa na Vila Real e deixaram sua filha traumatizada. Na noite do dia 21 de setembro, Edna e o marido foram à casa de amigos e deixaram a estudante de 16 anos sozinha. Os bandidos tocaram o interfone, mas a adolescente, que estava repousando de uma cirurgia em que tirou dois dentes sisos, não atendeu. “Eles insistiram, mas ela achou melhor não atender. Logo ela ouviu um estouro e se trancou no quarto”, narrou Edna. A menina ligou para os pais, que levaram cerca de 7 minutos para chegar em casa. Nesse tempo, os bandidos arrobaram a porta, pegaram duas televisões, roupas e jóias da família. “Eu cheguei e vi o carro saindo, segui eles até o posto, mas fiquei com medo.” Além dos objetos roubados e o conserto da porta e do portão, a família investiu em câmeras de segurança e alarme, resultando em uma despesa de quase R$10 mil. “Mas pior que o prejuízo financeiro, é o terror que a gente fica”, afirmou Edna.
“Minha filha está traumatizada, não consegue ficar sozinha, está dormindo no meu quarto. Ela vai para a escola, mas sempre com muito sono, porque não consegue dormir a noite.” Há dez anos morando no local, não sabe se vai continuar na região. “Eu estou com muito medo, querendo até mudar de casa.”
Apesar de não informar quantos casos foram registrados nos últimos dias, a Polícia Civil afirma que todos os casos estão sendo investigados através das Delegacias e Distritos responsáveis pelas áreas.
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