ELEIÇÕES 2020

Número de candidatos a vereador deve dobrar e pode chegar a 600 em Franca


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Imagem das eleições 2016 em Franca: ano que vem número de candidatos pode ser ainda maior
Imagem das eleições 2016 em Franca: ano que vem número de candidatos pode ser ainda maior

O número de candidatos a vereador na corrida por uma cadeira na Câmara Municipal de Franca deve dobrar na eleição de 2020. Com o fim das coligações na disputa proporcional, os partidos terão que lançar o maior número possível de candidatos próprios. Com a nova regra, o eleitor terá mais opção na hora da escolha de seu representante. O candidato, mesmo que bem votado, precisará ainda atingir pelo menos 10% dos votos do quociente eleitoral se quiser garantir uma vaga no Legislativo.

A legenda também deverá reservar a cota mínima de 30% para as mulheres. A união de partidos para o cargo majoritário das chapas segue permitida.

Se prevalecer a média de 23 candidatos por partido em Franca, o número no município poderá chegar a casa dos 600 postulantes. Em 2016, foram 246. Partidos que lançaram poucos candidatos na eleição passada dificilmente garantirão uma cadeira no Legislativo. Legendas como PMN, PRB, PHS, PPL, PR, PSL e PROS tiveram apenas um candidato. O PSDB foi o que mais reuniu postulantes: 24.

Para o presidente do PTB em Franca, Pastor Otávio Pinheiro, seu partido é tradicional, mas a nova lei não deixa de preocupar. “O PTB é um partido antigo, de nome. Nós temos toda uma história, toda uma estrutura, mas não deixamos de nos preocupar. Será necessário, a partir de agora, que a gente busque nomes para formar a chapa, e que ela venha ser, acima de tudo, vitoriosa. Nós temos que ter pessoas com nomes de bastante votos para que tenhamos condições de atingir o quociente mínimo e, dessa forma, continuarmos com uma representação na Câmara. Estamos trabalhando para que tenhamos uma chapa forte. Não é fácil escolher os nomes que vão disputar, porque naturalmente nós temos um número bem maior de candidatos do que o exigido. Mas estamos trabalhando para eleger o maior número de vereadores para o próximo mandato na cidade de Franca”, destacou Pastor.

Chapa pura

O partido Novo comemora a nova regra. “O Novo tem como um de seus pilares não fazer coligações com outros partidos, pois como somos o único partido que não usa fundo partidário, entre outras coisas, não fazemos coligações. Atuamos como chapa pura”, reafirma Leone Faria, líder do partido em Franca e futuro presidente do diretório municipal. Ele acrescenta também que o Novo ainda não definiu o candidato a prefeito. “Não temos ainda um nome aprovado dentro do partido, o que temos são postulantes ao processo seletivo para escolha e o Professor Heleno Paim é um deles, assim como outros nomes que já se inscreveram”.

O PSDB de Franca não vê problemas nessa restrição. “Já nas eleições passadas (2016) o PSDB saiu sem coligação proporcional e este ano, independentemente da restrição, temos um grande número de pretendentes a candidatos de grande potencial, entre novos e os com atuação já consolidada, que ultrapassa m o número de vagas disponíveis. Portanto, a restrição não afetará o partido”, atesta Vagner Artiaga, representante do PSDB, e que deverá voltar à presidência do partido nos próximos dias.

O PSD também foi um dos sete partidos, do total de 26, que lançaram chapas completas nas eleições anteriores. “É um trabalho árduo, mas que já realizamos em 2016 e repetiremos ano que vem. Para um partido, lançar um time completo e coeso é melhor que apostar em grupos que só se unem pelo interesse eleitoral”, disse o presidente da legenda, o vereador Corrêa Neves Jr.

O PT, que não conseguiu montar uma chapa completa na eleição passada, trabalha para “voltar forte”, segundo Gilson Pelizaro, coordenador do partido na região. “O PT está se organizando há algum tempo para ter uma chapa completa. São vários segmentos representados na chapa, e acredito que vamos voltar a ter vereador”, disse.

A nova mudança ainda está sendo digerida pelos partidos. Os desembargadores do TRE de São Paulo ainda vão se reunir para definir o número mínimo de candidatos que um partido poderá inscrever por chapa. A definição deverá sair até dezembro.

 

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