Reforma íntima


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A transformação e consequentemente o aprimoramento moral do ser é, sem dúvida, a lição mais importante preconizada em todas as religiões, notadamente as Cristãs. Também deve ser a meta principal de toda criatura, motivo pelo qual não podemos protelar o nosso trabalho quotidiano de nos reformarmos intimamente. Há que se reconhecer, no entanto, que se trata de uma tarefa hercúlea.

Infelizmente é bastante comum ter que passar por uma prova dificílima, por uma grande tribulação, para só assim entender a necessidade de se reformar e de priorizar aquilo que realmente deve ser priorizado.

Jesus em lapidar mensagem, legou-nos uma lição preciosa, a de que temos de voltar a ter um coração de criança, pois quem não se tornar uma criança, “não entrará no reino do Deus”.

Evidente que tornar a ser criança, significa principalmente nos despirmos de algumas práticas como o orgulho, a vaidade, a concupiscência, a avareza, o rancor, a inveja, dentre outras igualmente destrutivas. Voltar a ser criança é nada mais e nada menos do que procurar estreitar a nossa convivência com o Criador. É mudar o eixo da nossa existência. É priorizar as coisas espirituais.

Ao assumirmos a nossa cumplicidade com os postulados do Cristianismo, exercendo quotidianamente a solidariedade, a caridade desinteressada, a não nos furtarmos de fazer o bem que nos é possível, vamos paulatinamente diminuindo as nossas doenças psicológicas, como a depressão, a ansiedade e a angustia e assim nos afastando do consumo dos medicamentos que causam dependência física e psicológica. Também vamos nos tornando pessoas mais simpáticas e é bom e prazeroso conviver com pessoas de espírito leve, afáveis e generosas.

Evidente que a receita parece simples, mas a construção do edifício interior não é tarefa fácil para ninguém. Mas podemos dar hoje mesmo o ponta pé inicial com algumas práticas saudáveis, como a oração diária, não só para pedir, mas principalmente para agradecer. Sim, pois o grande pregador irlandês Emmet Fox, disse certa vez que “devemos orar para agradecer, pois para pedir é desnecessário, pois Deus sabe das nossas necessidades”.

 

Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

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