Na tarde de ontem, 5, amigos e profissionais da educação se despediram de Clóvis Eduardo Pinto Ludovice, fundador da Unifran. Ele faleceu na noite da sexta-feira, 4, após ficar 10 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva ) do Hospital São Joaquim.
Nascido em São Carlos, o advogado e pedagogo se tornou cidadão francano por lei em 1987. Morou em Ribeirão Preto nos anos 60, onde trabalhou na administração e lecionou no curso de História da Unaerp. Depois, mudou-se para Franca. Em 1970, onde fundou a Unifran. Em entrevista ao Comércio na última sexta-feira, dia 4, a mulher de Clóvis, Maria Teresa Segantin Ludovice, contou que “a história da fundação da Unifran começou com a criação de um curso de artes no Colégio das Freiras. Na ocasião, elas cederam para o Ludovice uma sala onde era ministrado o curso.” O professor também assumiu cursos da Faculdade Pestalozzi e da Faculdade de Filosofia do Ateneu Francano.
Um tempo depois, comprou o terreno onde até hoje funciona a Unifran.
Por mais de quatro décadas, Clóvis foi responsável pela instituição, que passou a integrar o Grupo Cruzeiro do Sul em 2013. Pelos mais de 90 cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, além dos pólos de educação a distância que criou, passaram mais de 70 mil alunos. “A paixão dele sempre foi ensinar”, afirmou Maria Teresa, que é diretora do Colégio Toulouse Lautrec.
No dia 26 de setembro, Ludovice foi internado com insuficiência respiratória na UTI do Hospital São Joaquim, onde permaneceu internado até a última sexta-feira, 4.
Durante a manhã, a assessoria do hospital já havia info rmado que seu estado de saúde inspirava cuidados. Ele faleceu às 21h30 do mesmo dia. Seu corpo foi velado das 6h às 15h30 e o spultamento ocorreu às 16h no Cemitério da Saudade.
Nas últimas horas do velório, que aconteceu no Teatro Central da Unifran, centenas de funcionários e professores da universidade acompanharam a família na despedida de Clóvis. Mais de 20 empresas homenagearam o empresário com coroas de flores.
“A passagem de Clóvis foi marcada por plantio e colheitas, que se expressam nas flores que hoje preenchem esse local”, afirmou o padre José Geraldo Segatin, cunhado de Ludovice. “Com um ideal muito grande, sabemos o quanto ele valorizava seus familiares e também a segunda família que teve: a escola. Família que começou pequena e hoje é parte da história da cidade, e acolhe seu corpo neste momento de despedida. Ele foi um homem cheio de vida e esperança, que lutava tanto pela própria vida quanto pela vida dos outros”, finalizou Segantin.
Clóvis Ludovice completaria 78 anos no próximo dia 13 de novembro. Além da esposa Maria Teresa, ele deixa os filhos Frederico, Fabrissa, Fernanda, Felipe e oito netos.
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