DE OLHO NO EXECUTIVO

A um ano das eleições para prefeito, temperatura esquenta em Franca


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As eleições municipais de 2020 ocorrem daqui a exato um ano e a temperatura subiu em Franca. Pelo menos dez nomes já são cogitados para prefeito na cidade. Seis dão como certas suas candidaturas e outros quatro devem entrar na disputa.

Os pré-candidatos declarados são Flávia Lancha (atualmente sem legenda), Alexandre Ferreira (MDB), Adérmis Marini (PSDB), Heleno Paim (Novo), Marília Martins (PSOL) e Gilson de Souza (DEM).

Os outros nomes cotados são de Sidnei Rocha (PSDB), Corrêa Neves Jr (PSD) e Sebastião Ananias (desfiliado). O PT ainda não divulgou nenhum, mas garante que terá candidato majoritário em alguma chapa.

Gilson de Souza ainda não confirmou publicamente que irá buscar a reeleição, mas segundo apurado, o prefeito realizou uma reunião esta semana e ficou determinado que o trabalho a partir de agora é para tentar reelegê-lo.

Procurado para falar sobre a reunião dessa semana, Gilson, através de sua assessoria, preferiu fazer propaganda de seu governo: “Estamos focados em trabalhar, em desenvolver os bons programas para Franca, cuidar da população e entregar ao povo educação de qualidade, eficiência na saúde, bem-estar e cultura, através do esporte e lazer, melhorar a infraestrutura e fomentar a economia local, com apoio aos empreendedores locais, desde os micro aos grandes empresários”.

A empresária Flávia Lancha, que deixou o partido Novo dias atrás, analisa convites de vários partidos, dentre eles do PTB e do PSD. “Sou pré-candidata e vou refletir com calma sobre uma nova filiação. Tenho tempo para isso, mas estou me preparando para o cargo do Executivo”, atesta ela.

Corrêa Jr disse também que vai aguardar para definir seu futuro político. “Não descarto e nem confirmo. Vou tomar alguma decisão somente no ano que vem”, informou o vereador, confirmando também que convidou Flávia Lanha para se filiar ao PSD. “Tenho muita afinidade com ela (Flávia). Nossas famílias têm uma história juntas. Meu pai (Corrêa Neves) foi vice do pai dela (José Lancha Filho) quando ele foi prefeito em um momento de crescimento da cidade”, lembrou o presidente municipal do PSD.

O ex-prefeito Sidnei Rocha disse, em outras oportunidades, quando questionado se voltará a concorrer a prefeito, que “já deu sua contribuição à cidade e que vai abrir espaço para novos nomes”. Ele chegou a falar que iria apoiar Adérmis Marini, mas observadores atentos garantem que esta é uma parceria que fica mais frágil a cada dia e, na reta final, Sidnei pode lançar a sua candidatura.

O PSOL confirmou nesta sexta-feira,4, o nome de Marília Martins como pré-candidata. “Sou pré-candidata. Inclusive já vamos criar nosso perfil nas redes sociais dando largada em minha candidatura”, disse ela, que é ligada aos movimentos culturais da cidade e pretende ocupar a lacuna deixada pelos movimentos de esquerda em Franca.

Ananias, ex-Secretário de Finanças nas gestões de Sidnei Rocha, assegura que estuda alguns convites, mas diz que ainda está indeciso. “Ainda é cedo para dizer sim ou não. Tenho sido instado a sair candidato. Alguns partidos têm me procurado, sim”.

O representante do PT, Gilson Pelizaro, assegura que o Partido dos Trabalhadores terá um nome em alguma chapa majoritária nas eleições do ano que vem. “Já fizemos um planejamento estratégico e ficou definido que vamos participar da campanha majoritária. Nós vamos estar no processo com candidato próprio ou com alguma composição numa frente de partido. Não temos um nome definido ainda, mas nós vamos estar no pleito”, disse o ex-vereador, que atualmente é coordenador do PT na macrorregião de Ribeirão Preto e Franca.

O PSL, do presidente Jair Bolsonaro, também deve lançar candidato em Franca. Procurado pela reportagem, o presidente do partido na cidade, Paulo Carvalho, não atendeu as ligações até o fechamento desta edição.

O prazo para filiação a partidos políticos é até março do ano que vem, segundo a Justiça Eleitoral.

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