A corrida eleitoral já começou


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Os candidatos, tanto os já definidos quanto os que vierem a ser, precisam se atentar também ao tipo de postura que incentivam em seus apoiadores

A um ano das eleições municipais, o cenário político em Franca começa a ser definido. Os partidos se organizam para montar chapas fortes de vereadores e para encontrarem os melhores nomes para a disputa pela cadeira do prefeito da cidade.

Alguns nomes já estão definidos há tempos, casos do vereador Adérmis Marini (PSDB) e da empresária Flávia Lancha (sem partido). Ambos já vêm deixando claras as suas pretensões e trabalhando para mostrar aos francanos o que têm a oferecer. Outros, no entanto, ainda são um suspense. O maior deles é o ex-prefeito Sidnei Rocha.

Sidnei é um dos personagens mais aguardados no contexto, já que sua definição altera profundamente as chances dos concorrentes. Afinal, Sidnei foi um dos prefeitos que conseguiu maior índica de aprovação de governo da história de Franca. Apesar de ter sido derrotado em 2016, ainda é um fator que pode desequilibrar a balança das candidaturas, ainda mais porque o próprio Adérmis conta com o apoio de Sidnei para tentar decolar.

A grande surpresa da semana, no entanto, foi o prefeito Gilson de Souza (DEM). Depois de reafirmar no começo do mandato que não disputaria a reeleição, em reuniões na última semana ele chegou a dizer que precisava mostrar seu trabalho para conseguir vencer as próximas eleições. Analistas políticos de Franca acreditam que Gilson chegue com facilidade ao segundo turno, já que conta com uma base de apoio sólida. A grande dúvida é se ele conseguirá sobreviver a um segundo turno.

Quem serão os candidatos e qual força eles terão na disputa, no entanto, não são a única preocupação do meio político atualmente. A grande expectativa para o próximo ano é sobre qual será o grau de violência que as torcidas de cada candidato vão adotar, principalmente nas redes sociais.

Com o acirramento da polarização direita/esquerda no país e a ampla divulgação de fake news, não bastará aos candidatos divulgar propostas e fazer promessas. A maior parte do trabalho será combater a destruição da própria imagem, desmentir mentiras e conter ataques, em sua maior parte, virtuais.

Eleições históricamente são momentos no processo democrátido de um maior confronto de ideias e crenças, mas 2020 promete ir muito além disso. Os candidatos, os já definidos e os que vierem a ser, precisam se atentar não apenas para a maneira como falam sobre si, mas também ao tipo de postura que incentivam em seus apoiadores. Afinal, em muitos momentos podem ser eles divulgadores de informações questionáveis contra seus adiversários. Mas, em outros, podem também ser vítimas.

A corrida, na verdade, já começou.

 

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