Depois de muita discussão, a Câmara Municipal de Franca retirou o Projeto de Lei que determinava alteração na Lei Orgânica do Município. A mudança iria alinhar a Lei Orgânica com a Lei Estadual e Federal.
Com a manutenção da Lei, o chefe do Executivo e seu vice poderão se ausentar do município somente por um prazo inferior a 15 dias sem o aval da Casa de Leis. Para viagem internacional também segue como estava. Ou seja: prefeito e vice precisam da licença dos vereadores para qualquer período que ficar ausente do território brasileiro.
A discussão sobre o assunto foi intensa. “Por mais que a Lei está em desarmonia, ela pode ficar mais um pouco. Não vamos votar por casuísmo. Podemos discutir isso em outro momento”, disse o vereador Corrêa Neves Jr (PSD). Marco Garcia (Cidadania), Della Motta (Podemos) e Adermis Marini (PSDB) também seguiram a mesma linha de Júnior. “Nós não podemos impedir ninguém de se locomover, de ir e vir. Mas o prefeito deve satisfação pública. Não podemos abrir mão de legislar”, disse Della Motta (Podemos).
O líder do prefeito na Câmara, Tony Hill (sem partido), tentou convencer os colegas dizendo que a Lei Orgânica do Município está em desarmonia com a Lei Estadual e Federal. Sem êxito, ele chegou a pedir o adiamento do projeto por três sessões, o que gerou mais divergência ainda. Na sequência, Tony solicitou a retirada do projeto, o que ocorreu após consenso entre os 10 vereadores que haviam colocado suas assinaturas no Projeto.
No final da sessão, Tony Hill disse: “Acabei de receber um comunicado da Assessoria do prefeito dizendo que ele não vai viajar para os Estados Unidos, onde o Franca Basquete vai jogar. Inclusive a equipe já viajou. O prefeito está na cidade”, disse o líder de Gilson de Souza.
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