CURSO

Curso capacita professores sobre a história dos negros no Brasil


| Tempo de leitura: 3 min
Conhecimento, troca, empoderamento, fraternidade... Esses elementos marcaram cada uma das aulas da segunda edição do Curso de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira na Perspectiva da Lei 10.639/03, realizado pelo Mulheres do Brasil, Núcleo Franca,
Conhecimento, troca, empoderamento, fraternidade... Esses elementos marcaram cada uma das aulas da segunda edição do Curso de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira na Perspectiva da Lei 10.639/03, realizado pelo Mulheres do Brasil, Núcleo Franca,

Conhecimento, troca, empoderamento, fraternidade... Esses elementos marcaram cada uma das aulas da segunda edição do Curso de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira na Perspectiva da Lei 10.639/03, realizado pelo Mulheres do Brasil, Núcleo Franca, através de seu Comitê de Igualdade Racial.

Tendo a Unesp com o espaço para esse encontro semanal de estudo e reflexão, 120 educadores, universitários e pessoas da comunidade tiveram a oportunidade de tomar contato com dados da nossa história que são pouco difundidos em universidades e salas de aula convencionais.

O curso nasceu do desejo do Comitê de Igualdade Racial de realizar uma ação dinâmica que realmente fosse efetiva na transformação das pessoas em relação ao olhar sobre a negritude. 

“A Bel Balieiro (integrante do Igualdade) conheceu o trabalho da professora Marley, que já tinha um projeto de capacitação de professores sob a perspectiva da lei 10.639. Então, juntamos forças, juntamos o que a Marley tinha com o que tínhamos e buscamos apoio da Diretoria de Ensino e da Unesp. As instituições se tornaram parceiras desse projeto, fornecendo professores já capacitados no tema e doutores em História da África. São esses profissionais que ministram as aulas do curso”, disse Josiane Barbosa, líder do Comitê de Igualdade Racial.

“A partir daí foi um longo trabalho de preparação do curso. Fizemos reuniões quinzenais ao longo de um ano - supervisor de ensino, professor da Unesp e mulheres do Brasil, - para definir e delimitar quais aspectos iríamos abordar, a programação pedagógica, a estrutura ... até chegamos ao formato final, quando decidimos que o curso seria aberto a todos os professores da rede estadual”, explicou Josiane.

Em agosto de 2018 foi realizada a primeira edição do curso. A adesão foi fantástica. Abrimos 50 vagas e tivemos lista de espera. O interesse foi muito grande porque o professor não tinha acesso a essa informação. Esse é um assunto silenciado”, disse Josiane.

Esse ano, o curso tem duas turmas de interessados: uma que participou da edição do ano passado e agora faz o aprofundamento do tema e uma turma de iniciantes, totalizando 120 alunos. “É um curso maravilhoso, a avaliação é a melhor possível. São sábados de energia incrível e afetividade. Até a hora do café é de troca intensa. Geramos muitas oficinas, visitas interescolares e recebemos convites para replicar o curso em outros espaços e vamos fazer isso. Já estamos pensando, também, na terceira edição. Se eu fosse resumir esse curso em uma única palavra seria: fértil”, finalizou Josiane.

As aulas dessa segunda edição foram realizadas ao longo dos meses de agosto e setembro e foram encerradas nesse sábado, dia 28. Além das aulas, também foram realizadas oficinas de Hip Hop, de Turbantes e de Bonequinhas Abayomi.

Aqui fica um registro especial: foi emocionante descobrir que as bonequinhas Abayomi eram feitas pelas mulheres negras durante as terríveis viagens a bordo dos navios negreiros, como uma maneira de acalentar seus filhos. Elas rasgavam retalhos de suas roupas e, a partir deles, criavam as bonecas, que serviam como amuleto de proteção. As sábias mulheres faziam as bonecas sem rosto para facilitar a identificação das crianças das diversas etnias que viajavam juntas. Símbolo de resistência, Abayomi significa “encontro precioso”. Assim como foram todos esses encontros, ao longo dos últimos dois meses. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários