A novela da obra do novo sistema de captação de água no Rio Sapucaí-Mirim, prevista para terminar em 2014, apresenta mais um capítulo. Depois de romper contrato com uma das empreiteiras, que abriu falência e abandonou o serviço, e depois de uma demanda judicial contra a segunda empresa, a Sabesp assumiu a obra.
O contrato com a primeira empresa, que realizou apenas 72% das obras lineares, foi rescindido unilateralmente pela Sabesp, com aplicação de sanções à empresa contratada. Essa paralisação ocorreu em abril de 2016.
A segunda empresa responsável pelas obras localizadas praticamente terminou todo o serviço, com 99% de conclusão, e depende das obras lineares para finalizar o restante. Como já entregou sua parte, a empreiteira cobra judicialmente da estatal o valor investido. Tanto a empreiteira quanto a Sabesp não falam sobre o assunto, mas a reportagem apurou que a empreiteira ganhou o processo de ressarcimento na Justiça, e vai receber o valor parceladamente. Inclusive a Sabesp já teria depositado as duas primeiras parcelas na conta da empresa.
Por conta disso, a Companhia precisou assumir a obra e ficou responsável pela segurança, limpeza e preservação do local. Essa informação foi confirmada pelo vereador Della Motta (Podemos), na sessão da Câmara Municipal da última terça-feira, 17. “Eu falei com o superintendente da Sabesp (Gilson Santos). A capitação e as estações elevatórias (são seis) foram assumidas pela Sabesp. A expansão está ainda em litígio. Existe um conflito lá e está na Justiça”, informou o parlamentar, um dos que cobram uma solução para a obra milionária. O valor de investimento seria de R$ 152 milhões.
Obra estima captação de 70 milhões de litros de água por dia
O novo sistema de captação de água do Rio Sapucaí-Mirim promete garantir mais 70 milhões de litros de água por dia para a população francana. O abastecimento seria para os próximos 40 a 50 anos, dando tranquilidade para as futuras gerações francanas. A obra começou em 2012 e o prazo de entrega estava marcado para 2014, segundo consta no contrato inicial. Passados 5 anos do prazo de entrega, a obra está paralisada sem data para retomada.
O contrato da obra foi assinado em Franca em 2010 numa cerimônia política que contou com presença de vários representantes da Sabesp, do então deputado estadual Gilson de Souza; de Roberto Engler, ainda deputado; de representantes do prefeito - à época Sidnei Rocha; e vereadores.
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