SAÚDE

Viúva de homem que esperou 12 horas por vaga organiza protesto na Santa Casa


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O noivo de Márcia, Alexandre Martins Martinez, sofreu um infarto no dia 24 de agosto e foi levado para o Pronto Socorro “Álvaro Azzuz”. Ele precisava ser internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo, mas não havia vaga disponível. Depois de 12 horas d
O noivo de Márcia, Alexandre Martins Martinez, sofreu um infarto no dia 24 de agosto e foi levado para o Pronto Socorro “Álvaro Azzuz”. Ele precisava ser internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo, mas não havia vaga disponível. Depois de 12 horas d

A dona de casa Márcia das Graças Ribeiro, 49, está organizando um protesto contra a situação da saúde de Franca. Após perder o noivo por falta de vagas na Santa Casa, Márcia quer mobilizar a população para exigir melhoras no atendimento público.

O noivo de Márcia, Alexandre Martins Martinez, sofreu um infarto no dia 24 de agosto e foi levado para o Pronto Socorro “Álvaro Azzuz”. Ele precisava ser internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo, mas não havia vaga disponível. Depois de 12 horas de espera ele foi encaminhado para o Hospital do Coração, mas faleceu antes de chegar à UTI.

Revoltada, a dona de casa foi até a Câmara Municipal denunciar a situação na última terça-feira, 10. O caso gerou polêmica e outras denúncias chegaram ao jornal “Comércio da Franca” e ao programa “Hora da Verdade” da rádio Difusora.

Nesta terça-feira, 17, Márcia e outros moradores de Franca vão se reunir para protestar contra a situação em frente à Santa Casa às 17 horas. “Se a gente calar e deixar quieto, isso passa e o povo esquece. Eu não vou calar minha boca, eu não vou deixar esquecer”, afirmou.

Governo do Estado nega responsabilidade sobre caso

Após a morte de Alexandre e denúncias de outros casos de longa espera por vagas de internação, a assessoria de imprensa do Complexo Santa Casa explicou que além de os hospital estar fisicamente lotado, já realiza atendimentos acima dos contratados oficialmente pelo SUS. O secretário de saúde, José Conrado Netto explicou que quando há superlotação no hospital referência, a responsabilidade de encaminhar para outro lugar é do governo estadual.

Em resposta à reportagem realizada pelo “Comércio da Franca”, no último sábado, 14, a assessoria da Secretaria de Saúde do Estado afirmou que o caso de Alexandre ficou sobre responsabilidade do município, mas não justificou porque não houve retorno quando o paciente foi inserido no sistema. Sobre a superlotação a note afirma que “o DRS (Departamento Regional de Saúde) de Franca não foi comunicado oficialmente sobre a situação.

Durante lançamento do programa “Zera Fila” na tarde da última segunda-feira, 16, o prefeito Gilson de Souza afirmou que em 2020 serão repassados R$18 milhões para a Santa Casa destinar na ampliação de 10 leitos de UTI no hospital. “Nós não temos que discutir de quem é a competência. O que precisamos discutir é o atendimento. Não importa se é do município ou do estado, o que importa é ser atendido”, afirmou.

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