Já fomos, de modo geral, bem mais patriotas do que nos dias de hoje. Alguns vão dizer que era um tipo de exigência do regime militar, mas na verdade havia idealismo entre a maioria dos professores, que participavam e passavam isso aos seus alunos. Como eram bonitos e bem organizados os desfiles dos estudantes, com suas fanfarras, fazendo uma saudável disputa entre as escolas. Cada qual queria empolgar mais, e depois ficavam nos comentários sobre qual delas teve o passo sempre certo e qual fanfarra arrancou mais aplausos. No campo do Palmeirinhas, conforme a foto que mostramos também hoje, aconteciam demonstrações de ginástica rítmica, treinada quase o ano inteiro principalmente pelos inesquecíveis mestres, Pedro Morila Fuentes (Pedroca) e Helena Barbosa. Primeiro eram as meninas e depois os rapazes, que entravam no gramado para um festival de movimentos sincronizados e a formação de palavras em homenagem à Pátria. Infelizmente, agora já não se vê a mesma iniciativa, alguns por desencanto com a profissão, o que é lamentável, ou até comodismo mesmo. Sem contar, que se percebe nas últimas décadas, um desamor às coisas do Brasil, como se tudo pudesse ser consertado, afundando o barco que já vem sendo carcomido por uma onda de corrupção, e que para alguns parece natural. Amor à Pátria não é apenas torcer por uma vitória da Seleção de futebol, mas sim, cada um fazendo a sua parte, ajudando a colocar o Brasil no caminho sempre correto, em vez de ensinar maldosamente um jeito de prejudicar a sua imagem. A pátria é onde Deus nos plantou e aí é que devemos amar e ajudar.
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