MUDANÇAS

Qual o futuro do Hospital Psiquiátrico Allan Kardec?


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O presidente hospital Psiquiátrico “Allan Kardec”, Mário Arias Martinez, falou sobre reformulação da instituição
O presidente hospital Psiquiátrico “Allan Kardec”, Mário Arias Martinez, falou sobre reformulação da instituição

Ao longo dos últimos anos, a Fundação “Allan Kardec” estuda uma reformulação para se adequar à política nacional de saúde mental. As mudanças que já começaram a ser implantadas têm gerado questionamentos na população sobre o futuro do Hospital Psiquiátrico “Allan Kardec”, que completa neste ano 97 anos.

Atualmente com uma estrutura que conta com 310 funcionários e custo operacional de R$ 1 milhão/mês, a fundação conta com o hospital psiquiátrico que tem 30 vagas para geriatria e 40 para psiquiatria, ambas particulares; 88 leitos para internação psiquiátrica ligada ao SUS (Sistema Único de Saúde), residência integrada com cerca de 90 moradores, além do gerenciamento do CAPS III, que atende diariamente 150 pacientes e realiza 3,8 mil procedimentos por mês, o Hospital Dia com 30 vagas e o setor de Desenvolvimento Humano, onde pacientes com problemas de saúde mental atuam em oficinas de trabalho e renda.

“O modelo assistencial em saúde mental havia sido alterado, extinguindo os hospitais psiquiátricos, mas no fim do ano passado foi assinada uma frente parlamentar que permite o hospital psiquiátrico. Com isso, agora a nossa intenção é manter uma parte para atendimento particular e convênios totalizando 100 vagas, 40 SUS, além de ampliar o trabalho no desenvolvimento humano e manter o Hospital Dia e o gerenciamento do CAPS III”, explicou Mário Arias Martinez, presidente da fundação “Allan Kardec”. 

Residências Terapêuticas

Até julho deste ano, 104 pessoas moravam no hospital Allan Kardec. Hoje são 94, já que dez foram transferidos para uma residência terapêutica montada em Guará (SP). A previsão é que outras cinco casas sejam montadas até dezembro deste ano, com a retirada de mais 50 moradores do hospital e outras cinco em 2020 com o deslocamento do restante dos moradores, todas as casas em Franca. A administração das unidades francanas devem ficar sob responsabilidade da Fundação “Judas Iscariotes”.

As residências terapêuticas contarão com enfermeiros e cuidadores e os atendidos terão suas necessidades psicossociais atendidas pelo CAPS.

Futuro

De acordo com o presidente da Fundação Allan Kardec, a instituição estuda assumir também o CAPS AD (Centro de Ação Psicossocial Álcool e Drogas), que é construído na Estação.

Com a reformulação dos atendimentos e manutenção dos que já são realizados no Hospital Dia e CAPS, além da ampliação nas oficinas de Desenvolvimento Humano e até a possível realocação de funcionários para as residências terapêuticas e a possível administração do CAPS AD, a diretoria do hospital Allan Kardec espera não realizar demissões na atual estrutura, apenas possíveis adequações. 

 

Declarações do vereador Pastor Otávio causaram polêmica
No último dia 20 de agosto, durante sessão ordinária na Câmara Municipal, o vereador Pastor Otávio Pinheiro (PTB) demonstrou preocupação com o possível fechamento do Hospital “Allan Kardec” de Franca.
 
Na ocasião, o parlamentar afirmou que, com a criação das residências terapêuticas, poderia acontecer uma demissão em massa. “Com a desinternação, o hospital deverá promover uma demissão em massa, apesar de que alguns desses funcionários poderão ser aproveitados nas residências”, declarou no dia.
 
As declarações, segundo o próprio presidente do Allan Kardec, provocaram apreensão nos funcionários. “No dia tivemos que conversar com os colaboradores que se mostraram apreensivos com as declarações do vereador. A reformulação no atendimento é necessária, mas não haverá demissão em massa, apenas adequações. O hospital continuará funcionando e atuando na saúde mental em diversas frentes”, explicou Mário Arias Martinez, que desconsiderou ainda transformar o local em um Hospital das Clínicas, sugestão também apontada pelo vereador. 

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