Em uma cidade que respira basquete, ser um jovem jogador do sub-16 do Sesi é uma grande responsabilidade, principalmente pelo celeiro de craques que o time francano se transformou. Esse é o caso do garoto Gabriel Frade, de apenas 15 anos, mas que surpreende pelos seus 1,97 de altura, e que pratica o esporte há 5 anos, graças ao técnico Alselmo Silveira, que enxergou no jovem um futuro.
Como todo garoto da idade, Gabriel tenta não deixar os treinamentos atrapalharem os estudos e já pensa em uma formação, caso a carreira profissional não dê certo, querendo se formar em educação física. “Concilio os estudos e os treinos da melhor forma possível, mas em horários diferentes”, afirma.
Família
O jovem, que vive no Conjunto Habitacional Copacabana, em Franca, também passa por dificuldades, principalmente por praticar um esporte considerado de luxo no país, onde se destacam aqueles que têm o caminho facilitado.
Mas esse não é o caso de Gabriel, que graças à mãe consegue treinar e com isso ter grandes objetivos em mente.
“Dificuldades todos nós temos, mas com a ajuda da minha mãe que sempre se empenha e trabalha para não deixar faltar nada, consigo participar de todos os treinos. Isso me da mais vontade de correr atrás do meu sonho”, disse o jovem jogador.
Além disso, Gabriel passou por um período bem difícil na curta carreira, tendo uma lesão na parte posterior da coxa, que para atletas, principalmente do basquete, pode prejudicar e muito. No entanto, o jovem conseguiu dar a volta por cima.
“Foi muito difícil, já que fiquei dois meses parado fazendo fisioterapia e quando voltei também foi complicado, pois estava muito fora de forma, mas com a ajuda da comissão técnica consegui entrar em forma rapidamente”, relatou.
Pivô
O jovem, que por conta da altura consegue tirar proveito dos adversários, tem encontrado na posição de pivô um lugar confortável para jogar, com facilidade na hora de pegar rebotes e pontuar.
“Ele joga de pivô, que na geração dele é uma posição carente, e se ele souber utilizar sua característica física, pode ter um bom caminho no basquete”, afirma Nilton César, técnico do sub-15 e 16 do Sesi.
Como todos os outros talentosos garotos de base, sonha em um dia alcançar o nível profissional, mas entende que é preciso muito mais do que o talento.
“Chegar a um nível profissional é o que eu mais quero, me esforço pra isso. E acredito que o talento faz parte sim, mas temos que todos os dias treinar e nos esforçar para alcançar nossos objetivos”, finalizou Gabriel.
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