Com a economia do País passando por um período conturbado, muitos veem no empreendedorismo a oportunidade ideal para enfrentar os problemas. Com a necessidade de encontrar o primeiro emprego associada à vontade de ter o próprio negócio, a cada dia mais jovens têm demonstrado que empreender é uma das soluções para enfrentar a crise. Somente em Franca, 4.279 jovens, com idades entre 16 e 30, têm seu próprio negócio.
Tendo a realização profissional como uma das maiores motivações, muitos deles querem “fazer a diferença”. É com um perfil semelhante que o Comércio da Franca encontrou dois jovens com esse objetivo. Nícolas da Costa, de 20 anos, viu em sua própria garagem a oportunidade de mudar a sua vida e a de seus pais. “Eu tinha apenas 12 anos, quando comecei a trabalhar na fabricação de bolsas com meu pai. A produção era mínima, éramos somente eu, ele e minha mãe. Dava para nosso alimento, eu colava as peças das bolsas, o negócio foi melhorando até meu pai um dia me colocar no administrativo” disse o empreendedor, que hoje tem uma conceituada marca de bolsas em Franca.
Não conformado em estar no administrativo, Nícolas insistia em querer mudar e crescer, quando viu uma oportunidade aparecer e decidiu agarrá-la. “O que era feito em uma garagem, virou uma fábrica, mas eu não estava satisfeito com o jeito que estava, precisava mostrar algo novo, quebrar os paradigmas. Meu sonho é criar um grupo de moda, para mostrar o poder da mulher brasileira no mercado. Eu não me vejo parando de empreender”, continuou Nicolas, que é sócio-proprietário da House of Caju, junto com seu pai.
A história de empreender desde novo se repete com Thiago Santos, de 20 anos. Ele viu na barbearia a profissão para mudar de vida. “Meu pai comprou uma máquina de barbear e minha mãe fez meu irmão mais velho aprender a cortar o cabelo de todo mundo lá em casa, e eu me apaixonei, comecei a aprender com meu irmão e cortava o cabelo de todo mundo na sala de casa. Quando percebi, meu pai estava brigando comigo para trocar o lugar, porque tinha muita gente querendo cortar comigo”, disse ele, que aos 16 anos alugou seu primeiro imóvel para ter um salão.
Thiago saiu de casa, montou seu primeiro espaço e viu seus clientes aumentarem, mas, em vez de acomodar, sua visão empreendedora falou mais alto. “Eu já tinha minha clientela, mas precisa fazer voos maiores, então arrisquei em trocar o endereço do salão, agora minha ideia é abrir mais um salão e começar abrir mais vagas de emprego”, disse Thiago. Hoje, Thiago emprega dois funcionários e tem o sonho de abrir mais barbearias com seu nome, na cidade de Franca.
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