DEMISSÕES

Crise no setor calçadista fecha 3 setores do Amazonas


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Grupo francano Amazonas demitiu recentemente 328 funcionários depois de encerrar atividades em três setores
Grupo francano Amazonas demitiu recentemente 328 funcionários depois de encerrar atividades em três setores

Com 72 anos de história e conhecido como um dos grupos mais tradicionais de Franca, o Amazonas demitiu no último dia 9 de agosto 328 funcionários. Boa parte deles das unidades de Franca, já que na cidade eram mantidas atividades de todos os departamentos. As dispensas atingiram desde funcionários que atuavam no alto escalão da empresa até os que ocupavam cargos mais inferiores. A medida foi tomada após a empresa optar por fechar três setores com os quais trabalhava: placas de borrachas, solas e transporte. Agora o foco será na produção de adesivos, selantes e compostos de borracha.

Segundo Ana Krauss, representante nomeada porta-voz do grupo neste primeiro momento em que os diretores estão focados no processo demissional, a Amazonas vem estudando já há algum tempo outros mercados diferentes do calçadista. “O setor calçadista começou a apresentar uma baixa no final da década de 1990 e, com isso, o grupo buscou outros mercados, seguiu atendendo o setor, mas em uma quantidade menor. Com a reestruturação, a empresa focará em atender os diversos mercados que atuam como construção civil, embalagens, automotivo, calçados e moveleiro”, disse.

Até a semana passada, o grupo tinha mais de 1 mil funcionários, de acordo com informações do site oficial da empresa, e contava com unidades de logística e adesivos em Jequié (BA), unidades de borracha e adesivos em João Pessoa (PB), logística e o Centro de Distribuição em Campo Bom (RS), além das unidades de adesivos, logísticas e matriz em Franca. Algumas delas devem ser fechadas com o encerramento dos três setores, porém a porta-voz não soube precisar quais.

Apenas no setor de artefatos de borrachas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Artefatos de Borracha e Pneumáticos, Geraldo Ferreira Nobre, foram demitidos 153 funcionários. Outros 70 da empresa de transporte também seriam de Franca. “O setor de borracha vem enfrentando dificuldades há algum tempo e acredito que vários fatores contribuíram para que o Amazonas decidisse encerrar as atividades nestes setores. Um deles, por exemplo, é que ao longo dos anos surgiram solados de outros materiais mais baratos que a borracha”, disse Nobre.

Ainda segundo Nobre, o Sindicato tem realizado reuniões na Secretaria de Trabalho, vinculada ao Ministério da Economia, com o intuito de negociar as verbas rescisórias dos demitidos.  

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