Quem acompanhou as últimas partidas de futebol no Lanchão notou um sério problema no gramado. Com buracos e mudanças no relevo no campo, os atletas vêm tendo dificuldade para fazer passes e até mesmo fazer a bola rolar, assim abusando das jogadas aéreas. Além da preocupação tática, o gramado se torna um risco aos jogadores, que podem sofrer com lesões nos desníveis. “Gramado mais duro é mais difícil de jogar, nem sempre a bola rola fácil. Um gramado assim também costuma machucar mais os pés”, relatou o zagueiro Tom Lucas.
“O time precisa se adaptar ao gramado. Claro que quando o campo está mais duro, para quem gosta de muito passe, sente dificuldade. O passe fica prejudicado e é preciso buscar outros recursos, bolas aéreas”, disse o técnico da Francana, Alexandre Ferreira, mas reconhece que um gramado mais irregular exige que o time tenha mais cuidado na troca de passes. “Existe a preocupação com lesões, tendinite é um problema que fica mais frequente no gramado mais duro”, disse o técnico.
Alexandre também lembrou que os problemas enfrentados pela equipe são os mesmos dos adversários, quando jogarem na cidade.
“Com um gramado mais irregular, a dificuldade que surge é para os ambos os times porque a troca de passes é mais complicada. Os jogadores, de forma geral, consideram uma vantagem treinar no campo que se joga, mas, não é exatamente porque a grama está mais dura ou não. É uma questão de dimensão do campo, adaptação dos jogadores sobre posicionamento”, disse Alexandre.
A manutenção do estádio é de responsabilidade da Prefeitura, através da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura de Franca).
“O problema se deu devido ao grande volume de uso, já que as equipes feminina e masculina estão treinando e jogando e o sub-20 também está treinando. O tempo também não ajuda e pode notar que todos os campos, inclusive os da primeira divisão, estão ruins”, disse Marlon Centeno, presidente da Feac. “Em outubro acabam todas as competições e o campo volta a ficar bom”, finalizou.
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