O prédio de uma escola que está desativada tem deixado moradores do Jardim Palma preocupados. O terreno, completamente abandonado, está com mato alto, e qualquer um pode entrar no local.
A Emei Profª “Djanira Pimentel Leandro” atendia cerca de 50 alunos até o início do ano passado, quando foi desativada por causa de um problema na região. Uma mina de água embaixo da rua deixa o solo encharcado e estava afetando a estrutura do prédio. As paredes estão rachadas, e o solo fica úmido o tempo todo. Depois que foi interditado, o prédio, que pertence a Prefeitura, nunca mais passou mor manutenção. De fora é perceptível que o mato está alto e as paredes todas sujas. Uma parte do muro caiu durante uma chuva em novembro. Na época foi construído uma cerca de arames para tampar o buraco.
A pespontadeira Sirley Tavares da Silva Costalgini, 44, que mora de frente ao terreno está preocupada com a movimentação no local. Ela afirma que alguns adolescentes fizeram um buraco no muro para entrar e pegar pipas que caem no terreno. E que com frequência vê pessoas entrando no local. "Fico com medo, vai saber", afirmou.
O portão fica aberto e Sirley diz que mesmo recolocando cadeados e correntes, sempre é arrombado de novo. Durante a noite uma pessoa tem usado o terreno para deixar um cavalo, que apesar de ser retirado toda manhã, deixa rastros de esterco por toda parte. A porta de uma das salas também está arrombada e é possível ver a estrutura precária com goteiras que vazam pelo forro. O mato está tão alto e quem passa pela frente do prédio, na avenida Leila Scarabucci Guimarães, não consegue ver nem o nome da antiga escola.
"É um absurdo um negócio desse. Um prédio público estar abandonado desse jeito[...] isso aqui dá tristeza", lamentou Sirley.
A reportagem manteve contato com assessoria de imprensa da Prefeitura, mas até fechamento dessa reportagem não recebeu retorno sobre a escola.
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