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Salada de bacalhau


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Este é um prato que pode ser servido morno ou frio e impressiona pela textura, sabor e apresentação: o feijão fradinho, os  tomatinhos grape  e o caldo de limão misturam-se a pedacinhos do peixe associado a Portugal
Este é um prato que pode ser servido morno ou frio e impressiona pela textura, sabor e apresentação: o feijão fradinho, os tomatinhos grape e o caldo de limão misturam-se a pedacinhos do peixe associado a Portugal
porção: 4
dificuldade: fácil
preço: econômico
 
ingredientes
 1 ½ xícara (chá) de feijão fradinho cozido (sem caldo)
 250 gramas de bacalhau dessalgado e desfiado
 1 cebola média
 1 xícara (chá) de tomates sweet  grape
 2 colheres (sopa) de azeite
 Caldo de um limão Taiti
 ½ xícara (chá) de folhas de salsinha fresca
 Sal e pimenta-do-reino moída na hora (a gosto)
 
 
Embora presente nos menus internacionais como iguaria, e alçar à fama muitos chefs que se esmeraram em criar pratos de excelência, o bacalhau é peixe que divide opiniões ao redor do mundo: alguns gostam muito dele, outros não o suportam. E apesar de ser verdadeiro que em Portugal há 365 receitas onde o bacalhau impera, e de ser o ingredientes de prato nacional por excelência, não é peixe que nade nas costas portuguesas. Pelo contrário, é pescado muitíssimo longe da “terrinha”. Seu habitat natural são os litorais gelados da Terra Nova e da Suécia, onde navegadores foram se meter antes de se aventurarem para os lados do Brasil.
 
Andei à procura de provérbios e expressões idiomáticas sobre o bacalhau. Descobri que quase todos se referem ao tempo em que este alimento era muito barato e, assim, comida de pobre, pelo que é referido com menosprezo. Em português de Portugal usam muito um ditado parecido com o nosso brasileiro “foi tudo por água abaixo”. Trata-se de “Ficou tudo em águas de bacalhau”. Outro provérbio comum e antigo “para quem é, bacalhau basta”, com o passar do tempo elidiu aquelas águas, que constariam do dito ancestral: ”para quem é, (águas de bacalhau) bastam”. Acrescentam os lisboetas que antigamente davam-se às empregadas domésticas a água onde cozinhavam o peixe, acrescida de batatas, que tinham chegado há pouco do Novo Mundo. Portanto, não é o bacalhau que bastava, mas as águas que bastavam. Oh mundo...
 
São muitas outras as histórias que têm como protagonista o bacalhau, peixe que por ser salgado, e portanto de larga duração, era armazenado às toneladas nos porões das naus para garantir o passadio das tripulações que cortavam os mares em busca de outras terras. Comumente era assado e o comiam com pão e alho, condimento imprescindível nas embarcações, pois servia também como remédio.
 
Mas as receitas foram aparecendo e hoje somam bem mais de três centenas, porque a carne deste peixe presta-se a incontáveis combinações. Pode ser preparado em postas, em lascas, desfiado. Ser servido com batatas, cebolas, brócolis, ovos cozidos. Também com “natas”, o nome que os portugueses dão ao creme de leite. O azeite será fundamental em qualquer receita. Tornaram-se clássicas o à lagareiro ( nome do trabalhador que outrora trabalhava no lagar, onde as azeitonas se transformavam em azeite) e o à Brás, que ninguém sabe se era o tesoureiro. É bom lembrar que a carne do bacalhau não é boa para longos cozimentos.
 
Nossa salada é de bacalhau e tem a parceria do feijão fradinho, de largo uso no nordeste, onde é chamado feijão de corda, aquele mesmo que entra como par do arroz no “baião-de-dois”. Pequeno, redondinho, branco com um hilo preto , lembra mesmo um pequeno frade com seu hábito amarrado na cintura. Como o grão é macio e seu caldo não engrossa, por conta da pequena quantidade de amido, mostra-se ótimo para ser empregado em saladas. Cozinhe antes, em água e sal, por meia hora. Depois, escorra.
 
Quanto ao bacalhau, use de preferência o congelado e dessalgado. Assim o preparo vai ficar muito mais fácil. Mas se quiser, poderá dessalgar em casa, mantendo as postas em água por pelo menos 24 horas e trocando-a cada quatro. Mantenha na geladeira, durante o processo de dessalgue.
 
Se usar o congelado, a história é mais rápida. Leve ao fogo uma panela média com água. Quando ferver, junte o bacalhau e deixe por dez minutos. Será tempo suficiente para descongelar e cozinhar. Enquanto isso, cuide dos outros ingredientes. Descasque a cebola e corte em cubos médios. Lave, seque e corte os tomates ao meio. Lave, seque e pique grosseiramente a salsinha.
 
Leve uma frigideira ao fogo médio. Regue com uma colher (sopa) de azeite. Refogue a cebola até dourar. Desligue o fogo. Escorra a água do bacalhau, transfira as lascas para a frigideira, misture com as pétalas de cebola já douradas. Adicione o feijão fradinho (sem o caldo) e os tomates. Regue com o azeite restante e o caldo de limão. Tempere com sal e pimenta-do-reino (sempre moída na hora, grande diferencial) a gosto. Misture bem usando um garfo.
 
Transfira para uma saladeira e finalize com salsinha picada. Sirva em temperatura ambiente ou leve à geladeira. É deliciosa e pode ser acompanhada por salada verde ou torradas.


PASSO A PASSO
 
1 - Reúna os ingredientes: bacalhau desfiado, tomates grape, feijão fradinho, cebolas, azeite, sal, limão
 
2 - Doure as cebolas no azeite, acrescente o bacalhau, mexa bem
 
3 - Agregue o feijão fradinho, misturando delicadamente sob fogo baixo
 
4 - Acrescente os tomatinhos cortados ao meio, esprema o limão, tempere com sal e pimenta; desligue a chama
 
5 - Transfira para saladeira, sirva morno ou frio, com salada verde ou torradas
 

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