Longe da família, portador de HIV e preso há três décadas, por crimes diversos, cujas penas somam mais de 45 anos, jurado de morte por desafetos, segundo a revista ÉPOCA (15/07/19), José, nome fictício, em entrevista à publicação, diz precisar morrer, razão de pedir aos responsáveis pelo seu caso que seja morto pelo Estado, mesmo sabendo contrário às leis brasileiras.
Diz-se adepto do kardecismo e saber que a situação dos suicidas, no plano espiritual, é muito triste, sobretudo, pelo penoso estágio no chamado Vale dos Suicidas, contudo, insistir na intenção de ser morto, o que equivale a suicídio, demonstra que não conhece a Doutrina de Kardec, que harmoniza porque esclarece.
O encadeamento espiritual e moral da sua vida atual a vidas anteriores, vê-se, é de pesados compromissos que, ante a Justiça Divina, estão a requerer dolorosos resgates. Consequências morais lastimáveis, bem que poderiam ter sido substituídas, se, na condição de agente da própria desdita, se houvesse posto a resgatar seus débitos pelas vias do perdão, da caridade e da fé raciocinada.
Contudo, é sempre oportuno exaltar o atual ensejo de rearmonizar-se com os desígnios das Supremas Leis. Deus, que não abandona nenhum dos seus filhos, acolhe, sempre, aqueles que se arrependem. Cultivasse o desejo sincero de transformar-se e, de imediato, já teria como resultado o benefício da educação reintegradora. É, então, caro irmão, que só de nós depende ter vida nova, com novo significado.
Aprendamos com Jesus que a vida espiritual é eterna porque a virtude do bem, ambiente moral da expectativa de eterna felicidade, é seu supremo desiderato.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca
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