Franca está de luto. Morreu na manhã deste sábado, 27, José Lancha Filho. Personalidade marcante na cidade pelo trabalho desenvolvido tanto na área médica, quando nas classes política e esportiva, Dr. Lancha, como era conhecido, foi prefeito de Franca no período de 1969 a 1972, tendo como vice-prefeito Corrêa Neves, pai do atual vereador Corrêa Neves Jr.
Lancha deixa um legado tanto como médico, com atendimento gratuito às pessoas necessitadas que o procuravam, como também na política. Uma das obras marcantes durante seu governo foi a construção do estádio municipal em apenas 93 dias, feito impossível de ser reproduzido hoje.
Dr. Lancha estava com 88 anos e sofria há algum tempo com problemas de saúde. Tinha sido vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Na madrugada de sábado, ele não resistiu a uma parada cardíaca e morreu depois de dar entrada no Hospital Regional.
O prefeito Gilson de Souza (DEM) decretou luto oficial na cidade por três dias. O corpo do ex-prefeito está sendo velado na Câmara Municipal de Franca e será enterrado neste domingo, 28, às 10 horas, no cemitério Jardins das Oliveiras. Ele deixa a mulher, Isis Consoni Olivito Lancha, os filhos Flávia, Fernanda e Pedro José, os netos Larissa, Ana Paula, Lucas, Gabriel Afonso e Maria Teresa e quatro bisnetos.
“Meu pai foi uma pessoa marcante para nós, familiares. O amor foi seu traço mais forte. Fez tudo para ter a família por perto e sempre tinha histórias pra contar. Adotou Franca como sua cidade e deixa um legado não só de obras, mas de valores, princípios éticos, respeito ao ser humano. Viveu para as pessoas e teve isso por todos os momentos de sua existência. Foi o ídolo da família toda”, disse sua filha, Flávia Lancha, empresária e com uma queda também para a política. Ela foi candidata a prefeita nas eleições passadas e ocupou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico nos primeiros dois anos do governo Gilson de Souza.
Despedida
O velório do ex-prefeito e médico José Lancha Filho começou no início tarde de ontem, 27, sob forte emoção. Familiares e amigos, entre eles autoridades francanas, se reuniram para prestar uma última homenagem aquele que é considerado um dos responsáveis pelo desenvolvimento de Franca nas últimas décadas.
“Entrei na política por causa dele e pelo que ele fazia. É difícil falar neste momento, ele era uma pessoa que fez muito e não deveria partir, mas como sempre foi muito correto até neste momento aceitou o chamado e se foi. A mensagem que ele deixa é que é muito bom ser bom e fazer o bem”, disse, emocionado, o amigo Milton Baldochi, com quem conviveu durante anos no PMDB. Ele, juntamente com Lancha e outros amigos, se reuniam todas as semanas, sempre às terças e sextas-feiras, para tomar um café.
Casado com a filha mais velha de Dr. Lancha, Flávia, o genro Gabriel Afonso Mei Alves de Oliveira afirmou que perdeu um amigo. “Perdi um grande amigo. Uma pessoa lúcida, aberta aos debates e aos diversos ângulos da diversidade. Era um símbolo para a cidade e vai deixar um grande legado. Ele sempre agiu para o bem comum e é quase impossível traduzir em palavras tudo o que ele foi e o que sentimos com sua partida. Era um homem de visão que, lá atrás, quando a cidade ainda tinha 90 mil habitantes, pensava no futuro que vivemos hoje, em uma cidade com mais de 350 mil habitantes”, disse, com lágrimas nos olhos.
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