Mariana e Pedro moravam em uma capital, bem longe de suas famílias. Trabalhavam na mesma empresa onde eram executivos e ela, chefe do setor, o mesmo de Pedro. Voltada ao trabalho, desde que se formara, estava feliz com sua vida. Competente e amigável, era admirada por todos que a viam como símbolo do esforço e eficiência. Mariana era, ainda, jovem e bela. Alertada, por uma amiga íntima, de que estava fechada para a vida, para o amor, ficou tocada com estas palavras e bastante pensativa.
Um dia, chegando ao trabalho, encontrou Pedro, o mais desengonçado dos solteiros do seu departamento, bem alto, magro, considerado feio, poucos cabelos, claros e anelados. Decidida a ter alguém em sua vida e, para total espanto dele, ela o abraçou, beijou-o e foi para sua sala. Continuou seu trabalho, enquanto Pedro, desconcertado, não entendia bem o que acontecera. No outro dia, ele esperou-a na entrada da empresa, para desculpar-se, e o que ouviu o deixou mais encabulado. Mariana convidou-o para sair e, neste encontro, descobriram-se, tinham muitas coisas em comum. Não falaram em trabalho, as horas passaram rápidas, ele era simples, bem humorado e extremamente, gentil.
Os amigos estranharam aquela aproximação e ele de eufórico passou a deprimido, sentindo-se inferior a ela. Afastou-se por uns dias, mas a plantinha do amor já tinha estabelecido suas raízes no coração dos dois. Mariana o admirava por ele ser sempre o mesmo, o que lhe dava segurança. Pedro dizia, quando perguntado sobre o relacionamento, que com ela podia ser natural e autêntico. Tinha liberdade de ser ele mesmo. Não era paixão que os unia e sim uma grande afinidade, uma delicadeza no trato, uma espontaneidade natural. Quando viajaram para consolidar a união, o local escolhido por eles, em comum, foi uma pousada junto a uma natureza exuberante, onde passeavam entre rosas brancas, em êxtase, apenas sentindo a suavidade do amor.
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