DEMANDA

Atendimento da saúde pública cresceu 15% em 2019


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Conrado Netto, da Saúde: “Acredito que há um demanda que está saindo dos particulares e vindo para a rede pública”
Conrado Netto, da Saúde: “Acredito que há um demanda que está saindo dos particulares e vindo para a rede pública”

A procura por atendimentos e consultas no sistema de saúde público de Franca cresceu em 15% se comparado com a de 2018. Para a Secretaria da Saúde, a crise econômica ajuda a explicar o aumento da demanda.

Segundo levantamento do órgão municipal, no primeiro semestre de 2018, nas doze unidades básicas de saúde e de pronto atendimento da cidade, foram realizadas 555.242 consultas. Sem contar com o Pronto Socorro Infantil, que não teve registro de dados no ano passado. Em 2019, o total de consultas dos mesmos postos de atendimento registrado até junho, foi de 620.639. Somado às consultas do Pronto Socorro Infantil e da nova UBS do Jardim Santa Clara, o número chega a quase 700 mil, cerca de 15% a mais que no ano anterior.

O levantamento de ambos os anos não considerou os casos de dengue e H1N1. Em época de surtos, as filas ficam ainda maiores nos hospitais. Além dos casos confirmados, a população tende a procurar as unidades de pronto atendimento e o pronto socorro quando estão em condição suspeita. 

Crise

Para o secretário de Saúde de Franca, José Conrado Dias Netto, 37, a situação econômica do país também é um fator que gera mais buscas do atendimento público. “Temos percebido um aumento em todas nossas unidades. Eu acredito que há um demanda que está saindo dos particulares e vindo para o público”, disse.

Em que pese o aumento no volume de atendimento, Conrado acredita que houve melhoria no setor, uma vez que diminuíram os números de urgência e emergência.

De setembro a dezembro de 2018, 56% dos atendimentos foram de urgência e emergência, 27% na atenção básica e 17% em consultas de especialidade. Nos primeiros 4 meses desse ano, as urgências e emergências representam 42% dos atendimentos e as consultas de atenção básica subiram para 35%.

Para o secretário da Saúde ainda é preciso mudar esses números. “O nosso objetivo é aumentar a atenção básica, prevenir, ser mais resolutiva para diminuir lá na urgência e emergência e as internações hospitalares”, disse. Para isso, a Secretaria de Saúde está trabalhando em qualificar os profissionais, contratar mais médicos através de concursos, fortalecer parcerias com as instituições de ensino superior da cidade e investir em saúde da família.


 

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